William Blake – A Tirzah

William Blake – A Tirzah

Tudo que nasceu para morrer
Deve-se a terra misturar
Para da geração se libertar:
Então, que tenho eu a ver contigo?

Do orgulho e da vergonha nasce o sexo
Pela manhã florido, à tarde morto.
Mas a piedade faz da Morte sono
E os sexos se levantam para o trabalho e o pranto.

Tu, mãe da minha mortal parte
Que cruelmente meu coração moldaste
E com fingidas lágrimas
Obliteraste meu olfato, meu olhar e meu ouvir.

E minha fala fizeste de cerâmica insensível
Falseando minha vida de mortal:
A morte de Jesus me liberou:
Então, que tenho eu que haver contigo?

Trad.: Benedicto Ferri de Barros

REPUBLICAÇÃO: Poema publicado no blog originalmente em 03/07/2016

To Tirzah

Whate’er is born of mortal birth
Must be consumed with the earth,
To rise from generation free:
Then what have I to do with thee?

The sexes sprung from shame and pride,
Blowed in the morn, in evening died;
But mercy changed death into sleep;
The sexes rose to work and weep.

Thou, mother of my mortal part,
With cruelty didst mould my heart,
And with false self-deceiving tears
Didst blind my nostrils, eyes, and ears,

Didst close my tongue in senseless clay,
And me to mortal life betray.
The death of Jesus set me free:
Then what have I to do with thee?

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Uma resposta para “William Blake – A Tirzah”

  1. Demais,velho Blake!! Um dos maiores poetas do mundo!¡!!

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