Maggie Smith – O primeiro outono

Eu sou sua guia aqui. Nas ruas crepusculares
da manhã, eu aponto e nomeio.
Veja os sicômoros, suas cascas manchadas,
pintadas-por-números. Veja as folhas
enferrujando e crepitando nas pontas.
Eu caminho pelo Schiller Park com você
no meu peito. As estrelas ardem
plenamente à luz do dia. Veja o lago, os patos,
os cães chapinhando atrás de seus valiosos gravetos.
Outono é quando as únicas coisas que você conhece,
porque eu as nomeei,
começam a morrer. Em breve, eu terei outra
estação para ofertar-lhe: geada amena
na janela e uma portinhola
que ali geme, gelo recobrindo galhos
cinzas e nus. A primeira vez que vir
algo morrer, você não saberá que ele pode
voltar. Estou desesperada para que você
ame o mundo porque eu o trouxe para cá.

Trad.: Nelson Santander

First Fall

I’m your guide here. In the evening-dark
morning streets, I point and name.
Look, the sycamores, their mottled,
paint-by-number bark. Look, the leaves
rusting and crisping at the edges.
I walk through Schiller Park with you
on my chest. Stars smolder well
into daylight. Look, the pond, the ducks,
the dogs paddling after their prized sticks.
Fall is when the only things you know
because I’ve named them
begin to end. Soon I’ll have another
season to offer you: frost soft
on the window and a porthole
sighed there, ice sleeving the bare
gray branches. The first time you see
something die, you won’t know it might
come back. I’m desperate for you
to love the world because I brought you here.

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