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A íris selvagem – Sumário

A Íris Selvagem – Louise Glück Tradução: Nelson Santander SUMÁRIO Apresentação de “The Wild Iris”, de Louise GlückA íris selvagemMatinasMatinasTrilliumLamiumFlores-de-neveManhã ClaraNeve de PrimaveraFim de InvernoMatinasMatinasScillaVento em RetiradaO JardimO EspinheiroAmor ao LuarAbrilVioletasCapim-das-bruxasA Escada de JacóMatinasMatinasCançãoCampo de FloresA Papoula VermelhaTrevoMatinasCéu e TerraA Porta de EntradaSolstício de VerãoVésperasVésperasVésperasMargaridasFim de VerãoVésperasVésperasVésperasEscuridão InicialColheitaA Rosa BrancaIpomoeaPresque IsleLuz em RetiradaVésperasVésperas: ParousiaVésperasVésperasOcasoAcalantoO Lírio…
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Louise Glück – Os lírios brancos

Como um homem e uma mulher fazemde um jardim entre elesum leito de estrelas, aquieles permanecem na noite de verãoe a noite se tornafria com seu pavor: tudopode acabar, tudo é capazde devastação. Tudo, tudose pode perder, pelo ar perfumadodas colunas estreitasse elevando inutilmente, e mais além,um agitado mar de papoulas — Silêncio, amada. Não…
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Louise Glück – O lírio dourado

Como percebo,estou morrendo agora e seique não falarei novamente,não sobreviverei à terra, serei convocadodela uma vez mais, ainda nãouma flor, apenas uma espinha, terra cruaaderindo às minhas costelas, eu o invoco,pai e mestre: ao redor,meus companheiras estão fraquejando, pensandoque você não os vê. Comoeles poderão saber que você os enxergaa menos que os salve?No crepúsculo…
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Louise Glück – Crepúsculo de Setembro

Eu os reuni,eu posso dispensa-los — Estou farto de vocês, do caosdo mundo dos vivos —Eu só posso me estenderpor tanto tempo a algo vivo. Convoquei-os à existênciaao abrir minha boca, ao erguermeu dedo mínimo, cintilando azuis deaster selvagem, florde lírio, imensa,com veias douradas — Vocês vêm e vão; eventualmenteesqueço seus nomes.Vocês vêm e vão,…
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Louise Glück – O lírio prateado

As noites esfriaram novamente, como as noitesdo início da primavera, e estão silenciosas outra vez. Incomoda-oconversarmos? Estamossozinhos agora; não há razão para o silêncio. Você pode ver, sobre o jardim — a lua cheia nasce.Eu não verei a próxima lua cheia. Na primavera, quando a lua surgia, significavaque o tempo era infindo. Campainhas-brancasabriam e fechavam,…
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Louise Glück – Acalanto

Hora de descansar agora; vocêjá teve emoção suficiente por ora. Crepúsculo, depois início da noite. Vaga-lumesno quarto, cintilando aqui e ali, aqui e ali,e a profunda doçura do verão inundando através da janela aberta. Não pense mais nessas coisas.Escute minha respiração, sua própria respiraçãocomo os vaga-lumes, cada pequena respiraçãouma centelha na qual o mundo se…
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Louise Glück – Ocaso

Minha maior alegriaé o som que sua voz produzme chamando mesmo no desespero; meu desgostoé não poder responderem uma fala que você reconheça como minha. Você não tem fé em sua própria linguagem.Por isso investea reputação em sinaisque não consegue ler com precisão. E ainda assim sua voz sempre me alcança.E eu respondo incessantemente,minha raiva…
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Louise Glück – Vésperas (10)

Fim de agosto. Calorcomo em uma estufa sobre ahorta do John. E algumas coisastêm a coragem de começar,cachos de tomates, talhõesde lírios tardios – otimismodas grandes hastes – ouroe prata imperiais: mas por queiniciar algotão perto do fim?Tomates que nunca amadurecerão, líriosque o inverno matará, que nãoretornarão na primavera. Ouvocê acha queeu passo tempo demaispensando…
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Rebecca Elson – Antídotos para o medo da morte

Às vezes, como um antídotoPara o medo da morte,Eu como as estrelas. Nessas noites, deitada de costas,Eu as sorvo da escuridão que se dissipaAté que estejam todas, todas elas dentro de mim,Fortes e picantes. Às vezes, ao invés disso, eu me entregoA um universo ainda jovem,Ainda quente como o sangue: Nenhum espaço sideral, apenas o…
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Louise Glück – Vésperas (9)

Sua voz se foi agora; mal consigo ouvi-la.Sua voz estrelada é apenas sombra agorae a terra está escura novamentecom suas grandes transformações. E de dia a grama fica parda em alguns pontossob as amplas sombras dos carvalhos.Agora, por toda parte, sou assunto para o silêncio, então está claro que não tenho acesso a você;Não existo…