Este espaço existe porque a língua e os poemas ainda insistem em ser vividos, não apenas lidos. Não é uma coletânea neutra nem um arquivo frio — é, antes, um recanto onde a linguagem devolve ao tempo sua densidade, onde versos estrangeiros encontram voz em português, e onde poemas — traduzidos ou originais — continuam a conversar com o leitor que chega.
O blog nasceu em 2012, como quem atravessa um rio sem mapa, e desde então permanece um arquivo em movimento: poemas, traduções, textos, sons e imagens que querem resistir ao esquecimento e nos lembrar que escrever é também um modo de existir no tempo. Aqui, a passagem do tempo não é apenas um tema — é a matéria-prima do gesto poético.
Mais do que compartilhar poemas que me impressionaram, o que me interessa é abrir um ponto de encontro sutil entre obra e leitor. Não como promessa, mas como convite atento.
Se você chegou até aqui — seja por acaso, seja por afinidade — sinta-se bem-vindo(a) a permanecer um pouco.
Cada poema é uma conversa silenciosa. Aqui, ainda vale a pena ouvi-la.
Sobre Mim
Funcionário público federal da área jurídica (com livros e artigos publicados nesse campo) que, como Bandeira, nunca soube escolher bem uma gravata. Mas, acima de tudo, um amante da língua portuguesa, em geral, e da poesia, em particular. Tão apaixonado por essa arte que, querendo ler poemas que ninguém se dera ao trabalho de verter para a língua de Camões, resolvi eu mesmo traduzi-los – munido apenas de alguma teoria e muita cara de pau. Comecei com “O jardim de Proserpina” (publicado pela primeira vez em 2015, no meu antigo Tumblr) e nunca mais parei.
A matéria-prima do blog são, portanto, os poemas e traduções de poemas. Mas há aqui lugar também para letras de música, vídeos, frases, textos autorais, e um pouco de tudo que gosto.
Nelson Santander
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