Tag: Machado de Assis
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Machado de Assis – Memórias Póstumas (último capítulo)

Talvez o melhor capítulo final da literatura brasileira:Entre a morte do Quincas Borba e a minha, mediaram os sucessos narrados na primeira parte do livro. O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo, por causa da moléstia que apanhei. Divino emplasto, tu me darias o primeiro lugar entre os homens,…
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Machado de Assis – A Carolina

Querida, ao pé do leito derradeiroEm que descansas dessa longa vida,Aqui venho e virei, pobre querida,Trazer-te o coração do companheiro. Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiroQue, a despeito de toda humana lida,Fez a nossa existência apetecidaE num recanto pôs um mundo inteiro. Trago-te flores, – restos arrancadosDa terra que nos viu passar unidosE ora mortos nos deixa…
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Nelson Santander – Dois capítulos perdidos de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Dois capítulos perdidos de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), por Nelson Santander
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Carlos Drummond de Andrade – A Um Bruxo Com Amor

“A Um Bruxo Com Amor”, um poema de Carlos Drummond de Andrade que convoca a sombra de Machado de Assis para celebrar, entre ironia e assombro, a permanência inquieta da literatura sobre o tempo e a morte.
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Nelson Santander – A elite oitocentista pela ótica de Machado de Assis: a violação da norma como norma

O artigo que segue, de minha autoria, foi publicado na obra coletiva “Direito e desenvolvimento: estudos sobre a questão ambiental e a sustentabilidade – Homenagem ao Prof. Márcio Teixeira”, organizada por Caio Henrique Lopes Ramiro e Lis Maria Bonadio Precipito (São Paulo: LiberArs, 2015, 308p.). Fortemente influenciado pela obra “Um mestre na periferia do capitalismo”,…
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Nelson Santander – Dois capítulos perdidos de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Dois capítulos perdidos de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), por Nelson Santander
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Machado de Assis – Último Capítulo (excerto)

“Há entre os suicidas um excelente costume, que é não deixar a vida sem dizer o motivo e as circunstâncias que os armam contra ela. Os que se vão calados, raramente é por orgulho; na maior parte dos casos ou não têm tempo, ou não sabem escrever. Costume excelente: em primeiro lugar, é um ato…
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Carlos Drummond de Andrade – A Um Bruxo Com Amor

Em certa casa da Rua Cosme Velho (que se abre no vazio) venho visitar-te; e me recebes na sala trastejada com simplicidade onde pensamentos idos e vividos perdem o amarelo de novo interrogando o céu e a noite. Outros leram da vida um capítulo, tu leste o livro inteiro. Daí esse cansaço nos gestos e,…