Tag: Emily Dickinson
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Emily Dickinson – Após grande dor sobrevém um sentimento austero

Após grande dor sobrevém um sentimento austero –Os Nervos ficam cerimoniosos como um cemitério –Indaga o rijo Coração se foi Ele que sofreu,Se Ontem, ou Séculos antes aconteceu? Os pés, mecânicos, circundam sem cessar –Nos Sopés, no Ar, em qualquer Lugar –Um caminho de madeiraQue indiferentemente medraUm contentamento de Quartzo, uma pedra – A Hora…
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Emily Dickinson – “Senti um Féretro em meu Cérebro…”

Senti um Féretro em meu Cérebro,E Carpideiras indo e vindoA pisar — a pisar — até eu sonharMeus sentidos fugindo — E quando tudo se sentou,O Tambor de um Ofício —Bateu — bateu — até eu sentirInerte o meu Juízo E eu os ouvi — erguida a Tampa —Rangerem por minha Alma comTodo o Chumbo…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 29/06/2018 Too scanty ’twas to die for you,The merest Greek could that.The living,…
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Emily Dickinson – Morri pela Beleza

Morri pela Beleza – e assim que no JazigoMeu Corpo foi fechado,Um outro Morto foi depositadoNum Túmulo contíguo – “Por que morreu?” murmurou sua voz.“Pela Beleza” – retruquei –“Pois eu – pela Verdade – É o Mesmo. NósSomos Irmãos. É uma só lei” – E assim Parentes pela Noite, sábios –Conversamos a Sós –Até que…
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Emily Dickinson – Dizem que “O Tempo Consola”

Dizem que “O Tempo consola” —Mas não — na realidade,A vera dor, como um Tendão,Se fortalece, com a idade — O Tempo testa a Tristeza —Porém não a remedia —Se cura o Mal, prova apenasQue Mal deveras não havia — Trad.: Paulo Henriques Britto REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 22/03/2017 They say that…
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Emily Dickinson – Após grande dor sobrevém um sentimento austero

Após grande dor sobrevém um sentimento austero –Os Nervos ficam cerimoniosos como um cemitério –Indaga o rijo Coração se foi Ele que sofreu,Se Ontem, ou Séculos antes aconteceu? Os pés, mecânicos, circundam sem cessar –Nos Sopés, no Ar, em qualquer Lugar –Um caminho de madeiraQue indiferentemente medraUm contentamento de Quartzo, uma pedra – A Hora…
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Emily Dickinson – Poema 1.222

O Enigma decifrado Despreza-se com pressa — A Surpresa de Ontem Já não nos interessa — Trad.: Augusto de Campos Poem 1.222 The Riddle we can guess We speedily despise — Not anything is stale so long As Yesterday’s surprise —
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Emily Dickinson – de “Não sou ninguém”

27 Poetas mártires — não clamam — A Dor em sílabas transmudam — Falam por eles seus poemas — Quando já estejam mudos. Pintores mártires — Não falam — Com sua Obra eles almejam Que quando já não sejam mais — Alguns busquem na Arte — a Paz — Trad.: Augusto de Campos The Martyr…
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Emily Dickinson – “Senti um Féretro em meu Cérebro…”

Senti um Féretro em meu Cérebro,E Carpideiras indo e vindoA pisar — a pisar — até eu sonharMeus sentidos fugindo — E quando tudo se sentou,O Tambor de um Ofício —Bateu — bateu — até eu sentirInerte o meu Juízo E eu os ouvi — erguida a Tampa —Rangerem por minha Alma comTodo o Chumbo…
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Emily Dickinson – “Morrer por ti era pouco…”

Morrer por ti era pouco.Qualquer grego o fizera.Viver é mais difícil —É esta a minha oferta — Morrer é nada, nemMais. Porém viver importaMorte múltipla — semO Alívio de estar morta. Trad.: Augusto de Campos Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Too…