Tag: T. S. Eliot
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T. S. Eliot – Quatro Quartetos (Excertos): East Coker

Em meu princípio está meu fim. Uma após outrasAs casas se levantam e tombam, desmoronam, são ampliadas,Removidas, destruídas, restauradas, ou em seu lugarSurgem um campo aberto, uma usina ou um atalho.Velhas pedras para novas construções, velhas lenhas para novas chamas,Velhas chamas em cinzas convertidas, e cinzas sobre a terra semeada,Terra agora feita carne, pele e…
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T. S. Eliot – Quatro Quartetos (Excertos): Burnt Norton

I O tempo presente e o tempo passadoEstão ambos talvez presentes no tempo futuroE o tempo futuro contido no tempo passado.Se todo tempo é eternamente presenteTodo tempo é irredimível.O que poderia ter sido é uma abstraçãoQue permanece,…
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T. S. Eliot – Os Homens Ocos

“A penny for the Old Guy” (Um pêni para o Velho Guy) INós somos os homens ocosOs homens empalhadosUns nos outros amparadosO elmo cheio de nada. Ai de nós!Nossas vozes dessecadas,Quando juntos sussurramos,São quietas e inexpressasComo o vento na relva secaOu pés de ratos sobre cacosEm nossa adega evaporada Forma sem forma, sombra sem corForça paralisada,…
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T. S. Eliot – A Terra Desolada

A TERRA DESOLADA 1922 Nam Sibyllam quidem Cumis ego ipse oculis meis vidi in ampulla pendere, et cum illi pueri dicerent: Σίβνλλα τί ϴέλεις; respondebat illa: άπο ϴανεΐν ϴέλω.* A Ezra Paound Il miglior fabbro I. O ENTERRO DOS MORTOS Abril é o mais cruel dos meses, germinando Lilases da terra morta, misturando Memória e…
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T. S. Eliot – A Viagem dos Magos

“Foi um frio que nos colheu Na pior quadra do ano Para uma viagem, e longa era a viagem: Os caminhos enlameados e o tempo adverso Em pleno coração do inverno.” E os camelos escoriados, o casco em chagas, indóceis, Jaziam em meio à neve derretida. Foram momentos em que recordamos Os palácios estivais sobre…
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T. S. Eliot – Os Homens Ocos

“A penny for the Old Guy” (Um pêni para o Velho Guy) INós somos os homens ocosOs homens empalhadosUns nos outros amparadosO elmo cheio de nada. Ai de nós!Nossas vozes dessecadas,Quando juntos sussurramos,São quietas e inexpressasComo o vento na relva secaOu pés de ratos sobre cacosEm nossa adega evaporada Forma sem forma, sombra sem corForça paralisada,…
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T. S. Eliot – Morte Pela Água

Flibas, o Fenício, há quinze dias morto, Deixou o grito das gaivotas, e a funda onda do mar E o lucro e a perda. Uma corrente submarina Roeu seus ossos em sussurros. Como subiu caiu Varando o palco da velhice e juventude Rompendo os vagalhões. Gentio ou Judeu Ó tu que giras o leme e miras…
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T. S. Eliot – Quatro Quartetos (Excertos): East Coker

Em meu princípio está meu fim. Uma após outrasAs casas se levantam e tombam, desmoronam, são ampliadas,Removidas, destruídas, restauradas, ou em seu lugarSurgem um campo aberto, uma usina ou um atalho.Velhas pedras para novas construções, velhas lenhas para novas chamas,Velhas chamas em cinzas convertidas, e cinzas sobre a terra semeada,Terra agora feita carne, pele e…
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T. S. Eliot – Quatro Quartetos (Excertos): Burnt Norton

I O tempo presente e o tempo passadoEstão ambos talvez presentes no tempo futuroE o tempo futuro contido no tempo passado.Se todo tempo é eternamente presenteTodo tempo é irredimível.O que poderia ter sido é uma abstraçãoQue permanece,…