Tag: Inês Lourenço
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Inês Lourenço – Sala Provisória

Nunca se sabequando estamos num lugarpela última vez. Numa casaque vai ser demolida, numa salaprovisória que vai encerrar, num velhocafé que mudará de ramo, comopágina virada jamais reaberta, comocanção demasiado gasta, comoabraço tornado irrepetível, numaporta a que não voltaremos. REPUBLICAÇÃO: publicado no blog originalmente em 02/12/2018
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Inês Lourenço – Balada dos Amores Difíceis

Não me refiro aos trágicos Romeu e JulietaTristão e Isolda, Pedro e Inês nem a alguns ignoradosícones como Yourcenar e Grace ou Rimbaud e Verlaine. Refiro-meaos que se buscam sem saber nadado fogo que arde sem se ver, órficos cantos, mas côncavose convexos se combinam cruzando genes e transitóriostempos de vida enquanto povoam cidades, salasde…
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Inês Lourenço – As Coisa que Cessam

Tanto desprezopelo que é transitório e finito. Não servireisenhor que possa morrer. Mas passamosa vida a amar todas as fragilidadesdas coisas que cessam. Hácoisa mais breve do que um sorriso?Coisa mais curta que a alegriade um reencontro? Tudo o que amamosé passageiro e frágil ouas duas coisas. Mas persegue-nosa nostalgia do infindávelcomo uma tara hereditária.…
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Inês Lourenço – Sala Provisória

Nunca se sabe quando estamos num lugar pela última vez. Numa casa que vai ser demolida, numa sala provisória que vai encerrar, num velho café que mudará de ramo, como página virada jamais reaberta, como canção demasiado gasta, como abraço tornado irrepetível, numa porta a que não voltaremos.
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Inês Lourenço – Consoantes Átonas

Emudecer o afe[c]to português? Amputar a consoante que anima a vibração exa[c]ta do abraço, a urgência tá[c]til do beijo. Eu não nasci nos Trópicos: preciso desta interna consoante para iluminar a névoa do meu dile[c]to norte.
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Inês Lourenço – Balada dos Amores Difíceis

Não me refiro aos trágicos Romeu e Julieta Tristão e Isolda, Pedro e Inês nem a alguns ignorados ícones como Yourcenar e Grace ou Rimbaud e Verlaine. Refiro-me aos que se buscam sem saber nada do fogo que arde sem se ver, órficos cantos, mas côncavos e convexos se combinam cruzando genes e transitórios tempos…
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Inês Lourenço – As Coisa que Cessam

Tanto desprezo pelo que é transitório e finito. Não servirei senhor que possa morrer. Mas passamos a vida a amar todas as fragilidades das coisas que cessam. Há coisa mais breve do que um sorriso? Coisa mais curta que a alegria de um reencontro? Tudo o que amamos é passageiro e frágil ou as duas…