Tag: José Mateos
-
José Mateos – Canção 1

Ainda quase um meninosentaste a esperar àmargem do grande silêncio. Pensavas que estando sócom tua voz talvez pudessesroubar ao mar seu segredo. Foi-se a tua juventude.Mudos passaram os anose agora estás vazio por dentro. Serias capaz, caso soasseo acorde do grande silêncio,de reproduzir o seu eco? Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO com alterações na tradução: poema…
-
José Mateos – In Memoriam

Para Pedro Sevilla Sempre, diante da dor, estamos sozinhos,não se deseja viver, e tu sabes disso.Há um instante, na penumbra de um quarto de hospital, viste a mão hirta,seu rosto afundado que o lençol ocultou.E foi como olhar-se num espelhoe perceber que somos menos que essa ausência,menos que a névoa que o ar dissipa. Eu…
-
José Mateos – Canção 10

Canção 10 (Ruínas de Bolonha) Disse o sol do entardecer,aqui, defronte ao mar:Morreré começar a voltar. Trad.: Nelson Santander José Mateos – Canción 10 (Ruinas de Bolonia) Aquí, frente al mar, lo diceel sol del atardecer:Morires empezar a volver.
-
José Mateos – Canção 1

Ainda quase um menino te sentaste a esperar à orla do grande silêncio. Pensavas que estando a sós com tua voz talvez pudesses roubar ao mar seu segredo. Foi-se tua juventude. Mudos passaram os anos e agora estás oco por dentro. Podias, se ao fim soasse a voz do grande silêncio, chegar a cantar seu…
-
José Mateos – Caminhantes na Neblina

Símbolo da morte é esta neblina que hoje me envolve nos ecos do bosque solitário, que apaga os caminhos e tudo iguala, que faz mais longe o próximo? Assim será a morte? Ouvir ao lado as pessoas que amamos e não vê-las? Saber que em nossa casa nos aguardam, e não poder, e não saber…
-
José Mateos – In Memoriam

Para Pedro Sevilla Sempre, frente à dor, estamos sozinhos, não se quer viver, e tu sabes disso. Há um instante viste, na penumbra de um quarto de hospital, a mão hirta, seu rosto naufragado que o lençol cobriu. E era como mirar-se em um espelho e ver que somos menos que essa ausência, menos que…