Tag: Goethe
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Goethe – Aos leitores amigos

Poetas não podem calar-se, Querem às turbas mostrar-se. Há-de haver louvores, censuras! Quem vai confessar-se em prosa? Mas abrimo-nos sub rosa No calmo bosque das Musas. Quanto errei, quanto vivi, Quanto aspirei e sofri, Só flores num ramo – aí estão; E a velhice e a juventude, E o erro e a virtude Ficam bem…
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Goethe – Um Igual

Sobre cada monte A calma, Em cada fronde Nem sinal De brisa; calam- -se os pássaros na floresta. Espera! Em breve Descansas em paz. Trad.: André Vallias
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Goethe – Pensamentos Noturnos

Tão belas na rútila luz soberana, Guia do navegante aflito, sem norte (E sem recompensa, divina ou humana), – Tenho dó de vocês, estrelas sem sorte, Sem jamais amar e sem saber do amor! Tangendo, incansáveis, as horas eternas Na ronda do tempo das vastas esferas, Vocês vão cumprindo percursos sem conta. Mas eu, se…
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Goethe – Canção Noturna do Andarilho

No alto das colinas há paz; não se ouve, ali nas frondes, mais que um sopro manso. Nem há no bosque um trino. Aguarda: tampouco tarda o teu descanso. Trad.: Nelson Ascher