Louise Glück – Os lírios brancos

Como um homem e uma mulher fazem
de um jardim entre eles
uma cama de estrelas, aqui
eles permanecem na noite de verão
e a noite se torna
fria com o seu pavor: tudo
pode acabar, tudo é capaz
de devastação. Tudo, tudo
se pode perder, através do ar perfumado
as colunas estreitas
se elevando inutilmente, e mais além,
um agitado mar de papoulas —

Silêncio, amada. Não me importa
quantos verões eu viverei para voltar:
neste verão nós entramos na eternidade.
Eu senti suas duas mãos
me enterrando para liberar o seu esplendor.

Trad.: Nelson Santander

The white lilies

As a man and woman make
a garden between them like
a bed of stars, here
they linger in the summer evening
and the evening turns
cold with their terror: it
could all end, it is capable
of devastation. All, all
can be lost, through scented air
the narrow columns
uselessly rising, and beyond,
a churning sea of poppies —

Hush, beloved. It doesn’t matter to me
how many summers I live to return:
this one summer we have entered eternity.
I felt your two hands
bury me to release its splendor.

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