Tag: Tempus Fugit
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Rui Pires Cabral – Cartas

“Cartas”, um poema de Rui Pires Cabral, transforma a correspondência entre duas pessoas numa meditação sobre a solidão, o envelhecimento e a lenta perda de nós mesmos. Entre palavras escritas e silêncios compartilhados, emerge a consciência de um desamparo que aproxima sem necessariamente unir. O poema encontra sua força na delicada incerteza de um encontro…
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Hagar Peeters – Esta Noite Cruzei-me com meus Pais

“Esta noite cruzei-me com meus pais”, um poema de Hagar Peeters, imagina um encontro impossível entre uma filha e seus pais ainda jovens, apaixonados e alheios ao futuro que os aguarda. Entre a ternura e a melancolia, o poema transforma uma cena cotidiana numa delicada meditação sobre o tempo, a memória familiar e a dolorosa…
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Edward Thomas – Degelo

“Degelo”, um poema de Edward Thomas, contempla a transição silenciosa entre o inverno e a primavera por meio de um instante quase imperceptível da natureza. O olhar atento das gralhas revela aquilo que escapa aos homens: o tempo mudando de estação e a renovação do mundo acontecendo discretamente diante de todos.
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Isabel Bono – O futuro acabará por chegar

“O futuro acabará por chegar”, um poema de Isabel Bono, observa com delicadeza a maneira como acumulamos lembranças enquanto adiamos a própria vida. Fotografias, objetos e palavras tornam-se pequenos arquivos do tempo, até que a expectativa do futuro revela sua contradição: preservar a felicidade pode ser também uma forma silenciosa de não vivê-la.
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Albano Martins – Lembra-te

“Lembra-te”, um poema de Albano Martins, condensa em poucos versos a passagem irreversível da beleza à deterioração. Entre a lembrança do que havia e a aspereza do que resta, o caminho transforma-se em imagem da própria existência: uma experiência de perda, consciência e inevitabilidade da qual já não parece possível desviar-se.
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Denise Levertov – Viver

Leia “Viver”, de Denise Levertov: um poema sobre a beleza efêmera da natureza e a consciência de que cada instante pode ser o último.
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Emmanuel Santiago – Lembro-me das Madrugadas

“Lembro-me das Madrugadas”, um poema de Emmanuel Santiago, transforma as noites frias de Minas em paisagem interior, onde montanhas, neblina e estrelas se confundem com infância e memória. Entre a melancolia do passado e a consciência futura da morte, o poema recupera um tempo em que o horizonte ainda guardava promessas e o mundo parecia…
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Petrarca – Soneto CCLXXII

Leia o “Soneto CCLXXII”, de Petrarca, um poema sobre o tempo, a memória e a perda, em que o amor resiste apenas como lembrança.
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Jason Shinder – Meia Idade

“Meia Idade”, um poema de Jason Shinder que examina a maturidade como um território marcado pela perda, pela memória e pela persistência do desejo.
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Joan Margarit – Paisagem

“Paisagem”, um poema de Joan Margarit que apresenta a solidão não como abandono, mas como um último refúgio onde identidade, memória e companhia se confundem.