Tag: Mario Quintana
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Mário Quintana – Pequeno Poema Didático

O tempo é indivisível. Dize,Qual o sentido do calendário?Tombam as folhas e fica a árvore,Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. MesmoA que se julga mais dispersaE pertence a um eterno diálogoA mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema,Todos os porres são o mesmo porre,Não é de uma vez…
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Mario Quintana – Poema da gare de Astapovo

Leão Tolstoi, aos oitenta anos, foge de casa e morre solitário em uma estação de trem. Seu último pensamento: a glória é apenas um chocalho colorido nas mãos trêmulas de um idoso. Leia “Poema da gare de Astapovo”, de Mario Quintana
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Mario Quintana – Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam.Agora todos os caminhos vêm.A casa é acolhedora, os livros poucos.E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas. REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 10/01/2018
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Mario Quintana – Poema da gare de Astapovo

O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos E foi morrer na gare de Astapovo! Com certeza sentou-se a um velho banco, Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo Contra uma parede nua… Sentou-se …e sorriu amargamente Pensando que Em toda a sua vida…
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Mario Quintana – Envelhecer

Antes, todos os caminhos iam. Agora todos os caminhos vêm. A casa é acolhedora, os livros poucos. E eu mesmo preparo o chá para os fantasmas.
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Mario Quintana – O Tempo
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando de vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal… Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram 50 anos! Agora…
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Mário Quintana – Os Degraus

Não desças os degraus do sonho Para não despertar os monstros. Não subas aos sótãos – onde Os deuses, por trás das suas máscaras, Ocultam o próprio enigma. Não desças, não subas, fica. O mistério está é na tua vida! E é um sonho louco este nosso mundo…
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Mário Quintana – O Morto

Eu estava dormindo e me acordaram E me encontrei, assim, num mundo estranho e louco… E quando eu começava a compreendê-lo Um pouco, Já eram horas de dormir de novo!
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Mário Quintana – Pequeno Poema Didático

O tempo é indivisível. Dize, Qual o sentido do calendário? Tombam as folhas e fica a árvore, Contra o vento incerto e vário. A vida é indivisível. Mesmo A que se julga mais dispersa E pertence a um eterno diálogo A mais inconseqüente conversa. Todos os poemas são um mesmo poema, Todos os porres são…
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Mario Quintana – Amor Eterno

Dante se enganou: Paolo e Francesca Continuariam bem juntinhos no Inferno, com pecado e tudo Juntinhos e felizes! Mas quem sabe se não seria este mesmo o castigo divino? Um amor que jamais pudesse terminar…