Louise Glück – O lírio dourado

Como percebo
que estou morrendo agora e sei
que não falarei novamente,
não sobreviverei à terra, serei convocada
para fora dela uma vez mais, não
uma flor, contudo, apenas uma espinha, terra bruta
aderindo às minhas costelas, eu o invoco,
pai e mestre: por toda parte,
meus companheiros estão fraquejando, achando
que você não os vê. Como
eles poderão saber que você os enxerga
a menos que nos salve?
No crepúsculo do verão você estará
perto o suficiente para ouvir
o pavor do seu filho? Ou
você não é meu pai,
você que me criou?

Trad.: Nelson Santander

No link que segue, uma ótima revisão deste poema (em inglês): https://www.encyclopedia.com/arts/educational-magazines/gold-lily

The gold lily

As I perceive
I am dying now and know
I will not speak again, will not
survive the earth, be summoned
out of it again, not
a flower yet, a spine only, raw dirt
catching my ribs, I call you,
father and master: all around,
my companions are failing, thinking
you do not see. How
can they know you see
unless you save us?
In the summer twilight, are you
close enough to hear
your child’s terror? Or
are you not my father,
you who raised me?

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