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Paul Verlaine – Colóquio sentimental

No velho parque frio e abandonado Duas formas passaram lado a lado. Olhos sem vida já, lábios tremendo, Apenas se ouve o que elas vão dizendo. No velho parque frio e abandonado, Dois vultos evocaram o passado. – Lembras-te bem do nosso amor de outrora? – Por que é que hei de lembrar-me disso agora?…
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Paul Verlaine – Chanson D’Automne (em seis traduções)

Canção do Outono (Trad.: Alphonsus de Guimaraens) Os soluços graves Dos violinos suaves Do outono Ferem a minh’alma Num langor de calma E sono. Sufocado, em ânsia, Ai! quando à distância Soa a hora, Meu peito magoado Relembra o passado E chora. Daqui, dali, pelo Vento em atropelo Seguido, Vou de porta em porta, Como…
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Rudyard Kipling – Se

Se és capaz de manter a tua calma quando Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa; De crer em ti quando estão todos duvidando, E para esses no entanto achar uma desculpa; Se és capaz de esperar sem te desesperares, Ou, enganado, não mentir ao mentiroso, Ou, sendo odiado, sempre…