Tag: Odes
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Horácio – Ode 1/11

Não busques (é tabu!) saber que fim, Leucónoe,os deuses nos reservam. Põe de lado o horoscopoda babilônia e aceita: o que há de ser, será,quer nos dê Jove mais invernos, quer só esteque em rochas quebra o mar Tirreno. Vive, bebeteu vinho e talha, ao curto prazo, anseios longos.Enquanto eu falo, o tempo evade-se invejoso.Apanha…
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Horácio – Ode 1/11

Não busques (é tabu!) saber que fim, Leucónoe, os deuses nos reservam. Põe de lado o horoscopo da babilônia e aceita: o que há de ser, será, quer nos dê Jove mais invernos, quer só este que em rochas quebra o mar Tirreno. Vive, bebe teu vinho e talha, ao curto prazo, anseios longos. Enquanto…
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Ricardo Reis – Odes: 153 – Como este infante que alourado dorme

Como este infante que alourado dorme Fui. Hoje sei que há morte, Lídia, há largas taças por encher Nosso amor que nos tarda. Qualquer que seja o amor ou a taça, cedo Cessa. Receia, e apressa.
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Ricardo Reis – Odes: 144 – Uns, com os olhos postos no passado,

Uns, com os olhos postos no passado, Vêem o que não vêem; outros, fitos Os mesmos olhos no futuro, vêem O que não pode ver-se. Porque tão longe ir pôr o que está perto — A segurança nossa? Este é o dia, Esta é a hora, este o momento, isto É quem somos, e é…
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Ricardo Reis – Odes: 105 – Quando, Lídia, vier o nosso Outono

Quando, Lídia, vier o nosso outono Com o inverno que há nele, reservemos Um pensamento, não para a futura Primavera, que é de outrem, Nem para o estio, de quem somos mortos, Senão para o que fica do que passa – O amarelo atual que as folhas vivem E as torna diferentes.
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Ricardo Reis – Odes: 80 – A nada imploram tuas mãos já coisas,

A nada imploram tuas mãos já coisas, Nem convencem teus lábios já parados, No abafo subterrâneo Da húmida imposta terra. Só talvez o sorriso com que amavas Te embalsama remota, e nas memórias Te ergue qual eras, hoje Cortiço apodrecido. E o nome inútil que teu corpo morto Usou, vivo, na terra, como uma alma,…
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Ricardo Reis – Odes: 63 – Tão cedo passa tudo quanto passa!

Tão cedo passa tudo quanto passa! Morre tão jovem ante os deuses quanto Morre! Tudo é tão pouco! Nada se sabe, tudo se imagina. Circunda-te de rosas, ama, bebe E cala. O mais é nada.
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Ricardo Reis – Odes: 61 – De uma só vez recolhe

De uma só vez recolhe Quantas flores puderes. Não dura mais que até à morte o dia. Colhe de que recordes. A vida é pouco e cerca-a A sombra e o sem remédio. Não temos regras que compreendamos, Súbditos sem governo. Goza este dia como Se a Vida fosse nele. Homens nem deuses fadam, nem…
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Ricardo Reis – Odes: 40 – Não sem lei, mas segundo leis diversas

Não sem lei, mas segundo leis diversas Entre os homens reparte o fado e os deuses Sem justiça ou injustiça Prazeres, dores, gozos e perigos. Bem ou mal, não terás o que mereces. Querem os deuses a isto obrigar Porque o Fado não tem Leis nossas com que reja a sua lei. Quem é rei…