Tag: Jaime Gil de Biedma
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Jaime Gil de Biedma – Lembre-se

Bela vida que se foi e parece já não passar Desde então, afundo em sonhos na memória: estremece eterno o tempo lá no fundo. E de repente um redemoinho cresce e me arrasta sugado rumo a um profundo abismo, para onde vai, despenhado, para sempre submergindo o passado. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema publicado no…
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Jaime Gil de Biedma – Não Voltarei a ser Jovem

Que é certo a vida passasó se começa a compreender mais tarde— como todos os jovens, decidilevar a minha vida por diante. Deixar marca eu queriae partir entre aplausos— envelhecer, morrer, eram somenteas dimensões do teatro. Porém, passou o tempoe a verdade mais amarga assoma:envelhecer, morrer,é o argumento único da obra. Trad.: José Bento REPUBLICAÇÃO:…
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Jaime Gil de Biedma – Canção de aniversário

Porque são já seis anos desde então, porque não há na terra, ainda, nada tão doce quanto um quarto para dois, se for teu e meu; porque até o tempo, esse parente pobre que conheceu dias melhores, parece hoje partidário da felicidade, cantemos, alegria! E, depois, levantemo-nos mais tarde, como no domingo. Que a manhã…
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Jaime Gil de Biedma – Valsa de Aniversário

Não há nada tão doce como um quarto para dois (quando já não nos amamos tanto) fora da cidade, em um hotel tranquilo, e casais duvidosos e alguma criança com caxumba, não fosse esta ligeira sensação de irrealidade. Algo como o verão na casa de meus pais, há tempos, como viajar de trem à noite.…
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Jaime Gil de Biedma – Depois da morte de Jaime Gil de Biedma

No jardim, lendo, a sombra da casa tolda as páginas e o frio repentino do final de agosto faz-me pensar em ti. O jardim e a casa vizinha onde piam os pássaros nas trepadeiras, uma tarde de agosto, quando começa a anoitecer e tem-se ainda o livro nas mãos, eram, lembro-me, teu símbolo da morte.…
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Jaime Gil de Biedma – Pandêmia e Celeste

Quan magnus numerus Libyssae arenae …………………………….. Aut quam sidera multa, cum tacet nox, Furtiuos hominum uident amores. CATULO, VII Imagina agora que tu e eu muito tarde da noite falamos de homem para homem, enfim. Imagina-o, em uma dessas noites memoráveis de rara comunhão, com a garrafa meio vazia, os cinzeiros sujos, depois de esgotado…
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Jaime Gil de Biedma – Happy ending

Embora, à noite, comigo já não durmas mais, o acaso dirá talvez se é definitivo. Que embora o prazer nunca mais volte a ser o mesmo, na vida o esquecimento não costuma durar. Trad.: Nelson Santander Jaime Gil Biedma – Happy ending Aunque la noche, conmigo, no la duermas ya, sólo el azar nos dirá…
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Jaime Gil de Biedma – Lembre-se

Bela vida que se foi e parece já não passar Desde então, afundo sonhos na memória: estremece a eternidade do tempo lá no fundo. E de repente um redemoinho cresce e me arrasta sugado para um profundo abismo, para onde vai, despenhado, para sempre dissipando-se o passado. Trad.: Nelson Santander Jaime Gil Biedma – Recuerda…
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Jaime Gil de Biedma – Recorda

Formosa vida que passou e parece não passar mais… Desde agora, aprofundo sonhos na memória: e estremece a eternidade do tempo lá no fundo. E de repente um remoinho cresce: sorve-me, arrasta-me, até que me afundo numa gruta aonde vai, precipitado, para sempre, sumindo-se, o passado. Trad.: José Bento
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Jaime Gil de Biedma – Não Voltarei a ser Jovem

Que é certo a vida passa só se começa a compreender mais tarde — como todos os jovens, decidi levar a minha vida por diante. Deixar marca eu queria e partir entre aplausos — envelhecer, morrer, eram somente as dimensões do teatro. Porém, passou o tempo e a verdade mais amarga assoma: envelhecer, morrer, é…