Mês: fevereiro 2026
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Silvio Rodriguez e Pablo Milanés – Por Quem Merece Amor

(intérpretes: MPB4) Te perturba esse amor?Amor de juventudeMeu amor é amor de virtude Te perturba esse amor?Sem máscaras por trásMeu amor é uma arte de paz Te perturba esse amor?Amor de humanidadeMeu amor é amor de verdade Te perturba esse amor?Com todos ao redorMeu amor é uma arte maior Meu amor, minha prenda encantadaMinha eterna…
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Czesław Miłosz – O jardim das delícias terrenas

“O Jardim das Delícias Terrenas”, um poema de Czesław Miłosz que sussurra o espanto de existir entre o paraíso e o abismo, onde a carne sonha ser espírito, o tempo apodrece em âmbar e o desejo, eterno e mortal, tenta decifrar o enigma de Deus.
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Silvio Rodriguez – Pequeña Serenata Diurna

(intérprete: Silvio Rodriguez) Vivo en un país librecual solamente puede ser libreen esta tierra, en este instanteyo soy feliz porque soy gigante.Amo a una mujer claraque amo y me amasin pedir nadao casi nada,que no es lo mismopero es igual Y si esto fuera poco,tengo mis cantosque poco a pocomuelo y rehagohabitando el tiempo,como le…
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Richard Scott – versão de amor

“versão de amor”, um poema de Richard Scott que sussurra, entre vigílias e vertigens, que amar é guardar um corpo adormecido contra o sopro insuspeito do fim — e perguntar, no silêncio entre dois sonhos, se ainda há alma no que resta.
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Carlos Drummond de Andrade – A um Ausente

Tenho razão de sentir saudade,tenho razão de te acusar.Houve um pacto implícito que rompestee sem te despedires foste embora.Detonaste o pacto.Detonaste a vida geral, a comum aquiescênciade viver e explorar os rumos de obscuridadesem prazo sem consulta sem provocaçãoaté o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora.Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas…
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Miguel Arteche – Eu sei que nesta lâmpada apareces

“Eu sei que nesta lâmpada apareces”, um poema de Miguel Arteche que evoca a persistência do ausente nas frestas da matéria — um murmúrio entre a cinza e a tinta, onde o tempo se curva e o morto continua a escrever-se na solidão das coisas.
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Jorge de Lima – A Divisão de Cristo

Dividamos o mundo em duas partes iguais:uma para portugueses, outra para espanhóis.Vêm quinhentos mil escravos no bojo das naus:a metade morreu na viagem do oceano. Dividamos o mundo entre as pátrias.Vêm quinhentos mil escravos no bojo das guerras:a metade morreu nos campos de batalha. Dividamos o mundo entra as máquinas.Vêm quinhentos mil escravos no bojo…
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Garrett Hongo – Homenagem a uma noiva de retrato

“Homenagem a uma noiva de retrato”, um poema de Garrett Hongo sobre as vidas que se esvaem entre o que se promete e o que se perde — onde o vento é viúvo da memória, e uma fotografia é tudo o que resta do que jamais chegou a ser inteiro.
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Carlos Rennó – Todas Juntas Num Só Ser

Intérprete: Lenine Não canto mais Bebete nem DomingasNem Xica nem Tereza, de Ben Jor;Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;Nem Ana nem Luiza, do maior;Já não homenageio Januária,Joana, Ana, Bárbara, de Chico;Nem Yoko, a nipônica de Lennon;Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico; Nem a tigresa, nem a vera gata,Nem a camaleoa, de…
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Franz Wright – Sobre a morte de um gato

“Sobre a morte de um gato”, um poema de Franz Wright que escuta o silêncio onde antes havia um corpo, e descobre a forma mais serena da eternidade.”