Jules Laforgue – O silêncio azul

Por todo o transcorrido eterno e no vindouro, A Noite universal povoa-se infinita E cegamente em coágulos onde se agita A vida que rabisca em arabescos de ouro. Eis que um daqueles, tão desassistido e só, Junto a seus deuses, artes, erros e mania, Seu lodaçal, miséria e cantos de ironia, Escreve história, grita ao … Continue lendo Jules Laforgue – O silêncio azul

Heinrich Heine – Chegou a morte

Chegou a morte – agora vou Dizer o que o orgulho não Me permitiu: meu coração Tão só por ti pulsou, pulsou. Já estou fechado no ataúde, Descem-me à cova. A calmaria Me abraça enfim, mas tu, Maria, Por mim irás, muito amiúde, Chorar, e pra quê, afinal? Consola-te, este é o destino Humano: o … Continue lendo Heinrich Heine – Chegou a morte

Heinrich Heine – “Larga as parábolas sagradas”

Larga as parábolas sagradas, Deixa as hipóteses devotas, E põe-te em busca das respostas Para as questões mais complicadas. Por que se arrasta miserável O justo carregando a cruz, Enquanto, impune, em seu cavalo, Desfila o ímpio de arcabuz? De quem é a culpa? Jeová Talvez não seja assim tão forte? Ou será Ele o … Continue lendo Heinrich Heine – “Larga as parábolas sagradas”

Percy Bysshe Shelley – Ozymandias

Disse o viajante de uma antiga terra: “Duas pernas de pedra, no deserto, Despontam gigantescas, e bem perto Há um rosto destroçado que descerra Os lábios num sorriso de comando Que atesta: o escultor leu com mestria Paixões que na matéria inerte e fria A mão que as entalhou vão perdurando. ‘Meu nome é Ozymândias, … Continue lendo Percy Bysshe Shelley – Ozymandias