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Doug Dorph – Planeta esquecido

Peço à minha filha que diga os nomes dos planetas.“Vênus… Marte… e Plunis!”, ela responde.Quando eu tinha seis ou sete anos, meu paime acordou no meio da noite.Descemos até o playground e deitamosde costas no concreto, olhando para cimaà espera das estrelas cadentes que a TV prometera. Não me lembro de nenhuma estrela cadente. Lembrode…
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Lang Leav – Uma pequena consolação

“Uma pequena consolação”, um poema de Lang Leav que captura um momento de reflexão melancólica e resignação após o término de um relacionamento.
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Juan Vicente Piqueras – Lázaro se recusa a ressuscitar

Um dia ouvi vozes que vinham de fora.Finalmente!, vozes de fora, pensei – vozes de outrosque levam a luz dentro de si e a revelam,que vem até mim do ar, e não de mim. Vozes que ao se aproximarem, viraram sussurros.Passos que pararam diante da minha porta.Alguém disse: Aqui jaz, como se lesse.Os demais ficaram…
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Rosario Castellanos – Desamor

“Desamor”, um poema de Rosario Castellanos que empreende uma exploração intensa do sentimento de alienação e do vazio emocional.
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Joan Margarit – Último trem

Último tremCrematório de Collserola Se visses a chuva que envernizao verde escuro e espesso do jardim.Teu vagão solitário está chegandoà sala espaçosa, sem adornos,mobiliário, ou luminárias,da Estación de Francia da morte.Só se escuta o murmúrio do motorque arrasta o pesoda infância e da juventude– de teu anônimo tempo, já perdido,que nunca mais será reclamado –,rumo…
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Stephen Dunn – Sob a calçada

“Sob a Calçada” de Stephen Dunn, um poema introspectivo que explora as camadas ocultas da experiência humana, as emoções não expressas e os segredos enterrados sob a superfície da vida cotidiana.
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Paulo Henriques Britto – de “Vers de circonstance”

I. Imunidade de Rebanho A estupidez é sua própria recompensa.Graças a ela, o mundo faz sentido,um só, que é fácil de identificar.E só o fácil satisfaz a quem não pensa. Pensar é coisa trabalhosa. A ignorânciaé o sumo bem dos cidadãos de bem,é a verdadeira marca dos eleitos.Ter sucesso é não ter que saber. Saber…
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Maria do Rosário Pedreira – [Quem se afasta do mundo deixa a quem fica]
![Maria do Rosário Pedreira – [Quem se afasta do mundo deixa a quem fica]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2024/08/488751581.jpeg)
[Quem se afasta do mundo deixa a quem fica], um poema de Maria do Rosário Pedreira sobre a dor silenciosa da perda e as lembranças que persistem nos objetos e na rotina diária.
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Wendell Berry – De “Sabbaths” (2001)
[…] III Peça ao mundo que revele sua quietude —não o silêncio das máquinas quando cessam,mas a verdadeira quietude onde os cantos das aves,as árvores, os sinos-das-sombras, os caracóis, as nuvens, as tempestadesse tornam o que são – e nada além disso. […] V O vento do outono chegou.Está por toda parte. Movecada folha de…
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Sharon Olds – Meu filho, o homem

“Meu filho, o homem” um poema de Sharon Olds que explora a transição do filho da infância para a idade adulta, do ponto de vista da mãe, evocando sentimentos de admiração, apreensão e perda à medida que a mãe percebe a transformação física e emocional de seu filho em um homem.
