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Eugénio de Andrade – Elegia

Às vezes era bom que tu viesses. Falavas de tudo com modos naturais: em ti havia a harmonia dos frutos e dos animais. Maio trouxe cravos como outrora, cravos morenos, como tu dizias, mas cada hora passa e não se demora na tristeza das nossas alegrias. Ainda sabemos cantar, só a nossa voz é que…
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Robinson Jeffers – A canção da quietude

Bebe, bebe profundamente da quietude, E às margens do mar-imensidãoEsquece de tua aflição, amiúde, E de todas as misérias que virão.Mais calmo e frio do que a neblina,Que se desdobra e se inclinaSobre o vale escuro, e se rebobina, Aprende a ser. O Passado — foi um sonho ardente, Um…
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Ferreira Gullar – Poema sujo

“Poema sujo”, de Ferreira Gullar turvo turvo a turva mão do sopro contra o muro escuro menos menos menos que escuro menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo escuro mais que escuro:
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Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

“Poema para a catástrofe do nosso tempo”, um poema de Alberto Pucheu Amanhã não será um dia melhor do que hoje, que não é um dia melhor do que ontem. (…)
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Germana Zanettini – Centésimo trigésimo nono

Centésimo trigésimo nono, um poema de Germana Zanettini
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Miller Williams – Poema de amor com torrada

“Poema de amor com torrada”, um poema de Miller Williams
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Leslie McGrath – Corpus

Corpus, um poema de Leslie McGrath. Depois que lavaram meu corpo e enfiaram meus braços nas mangas de um vestido que comprei nos anos trinta em um mercado de Cuernavaca, eles circundaram um rosário em minhas mãos postas. (…)


