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Joan Margarit – A perda a inocência

Não escrevas tuas memórias.Elas lançarão a teus pés aquele que foste,como um cadáver inimigo.Quando o passado se torna mentirapouco resta para levar contigo:uma convicção inútil e indigna,alguma equivocada crueldade. Quase nadasobre o que tenhas que voltar a falar.A alegria de um velho é o silêncio. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência.…
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Jules Laforgue – O silêncio azul

“O silêncio azul”, um poema de Jules Laforgue sobre a efemeridade da existência humana diante da imensidão do universo, onde a vida e suas criações se perdem no vasto silêncio do tempo e do espaço.
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Linda Pastan – Funeral Outonal

Funeral Outonal Para AgO mundo está se despindode suas mil peles.A cobra fica nua,e as agulhas do pinheiro caem como dentes de um pente partido.Os fantasmas das folhas mortasnão assombram ninguém. Impossívelentregá-lo ao tempo,deixá-lo aprisionado em uma árvore morta.Nenhuma metafísica nos preparoupara o simples ato de nos virarmose partirmos. Trad.: Nelson Santander Mais do que…
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Partricia McKernon Runkle – Ao encontrar alguém em luto profundo

Descalce os sapatose coloque-os junto à porta. Adentre descalçonesta capela escura, esvaziada pela perda,santificada pela dor, com suas paredese piso de pedra cinzenta. Você, congregaçãode uma pessoa, está aqui para ouvir,não para cantar. Ajoelhe-se no último banco,fique em silêncio. Deixe as velasfalarem. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e…
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Sharon Olds – Volto a maio de 1937

Vejo-os parados nos portões solenes de suas faculdades,vejo meu pai caminhandosob o ocre arco de arenito, os azulejos vermelhos brilhando como placasde sangue atrás de sua cabeça,vejo minha mãe carregando alguns livros levesparada ao pé do pilar feito de pequenos tijolos,o portão de ferro fundido ainda aberto atrás dela, aspontas afiadas brilhando no ar de…
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Wislawa Szymborska – Sobre a morte sem exagero

“Sobre a morte sem exagero”, um poema de Wisława Szymborska que apresenta uma reflexão crítica e irônica sobre a morte e sua natureza.
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Maria Popova – Último da Espécie

O chilrear sincopadodo último Moho braccatus –um pequeno pássarohavaiano já extinto –foi extraído de uma bobinano arquivo de som da biblioteca britânica.Depois que séculos de humanossilenciaram sua espécie com a civilização,depois que um furacãomatou a última fêmea em 1982,só restou ele para cantar a canção final de sua espécie —um chamado de acasalamento paraum mundo…


