Karmelo C. Iribarren – A herança

Karmelo C. Iribarren – A herança

Ultimamente,
quando me vejo no espelho,
é meu avô quem me encara,
mais que meu pai.

Cinquenta anos
para começar a entrar na posse
da única herança que ele me deixou,

e que acabará me matando.

Trad.: Nelson Santander

REPUBLICAÇÃO: poema publicado na página originalmente em 03/11/2019

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La herencia

Últimamente,
cuando me asomo al espejo,
es mi abuelo el que me mira,
más que mi padre.

Cincuenta años
para empezar a cobrar
la única herencia que me dejó,

y que acabará matándome.

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Uma resposta para “Karmelo C. Iribarren – A herança”

  1. […] quem já passou dos cinquenta, a vida atual raramente consegue competir com essas memórias idealizadas. A vida já nos desgastou […]

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