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Adam Zagajewski – Cidade submersa

“A cidade submersa”, de Adam Zagajewski: vidas calmas e humildes persistem enquanto buscamos obstinadamente algo inalcançável.
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Lisel Mueller – Quando me perguntam

“Quando me perguntam”, um poema de Lisel Mueller sobre a indiferença da natureza diante da dor pessoal e a busca por consolo na linguagem após a perda de uma figura amada.
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Adam Zagajewski – Improviso

Em “Improviso”, Adam Zagajewski nos convida a refletir sobre a complexa beleza da existência humana, com suas nuances de alegria e tristeza, esperança e desilusão. Através de imagens vívidas e linguagem acessível, o poeta nos guia por uma jornada que celebra a arte, a memória e a busca incessante por significado em meio à impermanência…
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Lawrence Ferlinghetti – Allen Ginsberg morrendo

“Allen Ginsberg Morrendo”, um poema de Lawrence Ferlinghetti em que a iminência da morte de um grande poeta se entrelaça com a ressonância de sua voz e legado, revelando uma íntima conexão entre a vida, a arte e o inevitável fim.
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Sharon Olds – Sexo sem amor

Como conseguem fazer isso, os que fazem amorsem amor? Belos como bailarinos,deslizando um sobre o outro como patinadoresno gelo, dedos enganchadosnos corpos um do outro, rostosvermelhos como carne, vinho, molhados como ascrianças recém-nascidas que serão entregues pelasmães. Como eles conseguem chegar achegar a chegar a Deus chegar àságuas calmas e não amaraquele que chegou até…
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Billy Collins – Esquecimento

*”Esquecimento”*, um poema de Billy Collins sobre o deslizar sutil das lembranças para longe, onde o que antes era familiar se transforma em uma névoa distante e inexplicável.
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Mary Oliver – Hospital Universitário de Boston

As árvores no gramado do hospitalsão frondosas e exuberantes. Elas tambémrecebem os melhores cuidados,como você e os muitos anônimos,nos quartos limpos acima desta cidade,onde dia e noite os médicos continuamchegando, onde máquinas intrincadasregistram com fria devoçãoo sussurro do sangue,o lento remendar dos ossos,o desespero da mente. Quando venho visitá-lo e saímosà luz de um dia…
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Bertrand Russell – de “No que acredito”

“Acredito que ao morrer apodrecerei e nada do meu eu sobreviverá. Não sou jovem e amo a vida. Mas desdenho tremer de terror à ideia do aniquilamento. A felicidade não se torna menos verdadeira por ter que chegar ao fim, e o pensamento e o amor não perdem o seu valor por não durarem para…
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Catulo – poema XLVI de “Carmina”

XLVI Já a Primavera traz ameno calor sem réstia de frio,já a sanha equinocial do céuaos sopros prazenteiros de Zéfiro cede lugar.Que fiquem para trás, Catulo, os campos da Frígiae da tórrida Niceia a terra fértil.Até às ilustres cidades da Ásia voemos!Já meu pensamento impaciente anseia por vaguear,já meus pés, animados com zelo, se revigoram.O…
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Carlos Drummond de Andrade – A bruxa

Nesta cidade do Rio,de dois milhões de habitantes,estou sozinho no quarto,estou sozinho na América. Estarei mesmo sozinho?Ainda há pouco um ruídoanunciou vida ao meu lado.Certo não é vida humana,mas é vida. E sinto a bruxapresa na zona de luz. De dois milhões de habitantes!E nem precisava tanto…Precisava de um amigo,desses calados, distantes,que leem verso de…
