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François Villon – Balada dos Enforcados

Irmãos humanos, imploro vossa piedade aos condenados. Que Deus vos perdoe, que a Virgem Maria nos ampare e que Jesus nos livre do Inferno. Não zombe, mas rogai por todos nós. Leia “Balada dos Enforcados”, de François Villon, na tradução de Augusto de Campos
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Ruth Stone – Mais uma vez

Ó, meus corvos,quando retornarem em abril,com suas vozes ásperas,seus corpos escuroscortando o ar puro,vocês, machos, que voltaram para casana montanha;esta sombra abaixo de vocêsno pomarsou eu,triunfante,ouvindoas pedras se chocarem rio abaixono degelo. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Once…
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Delmore Schwartz – Calmamente caminhamos neste dia de abril

“Calmamente caminhamos neste dia de abril” – Delmore Schawartz – Neste poema, o autor reflete sobre a passagem do tempo, a memória e a vida urbana. As crianças brincam enquanto o mundo ao redor pulsa e se transforma.
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Marie Howe – Prece

Todos os dias eu quero falar com você. E todo dia algo mais importantechama minha atenção – a farmácia, produtos de beleza, a mala que devo comprar para a viagem.Mesmo agora, mal consigo ficar aqui entre pilhas de papéis e roupas desabando, os caminhões de lixo lá forajá rangendo e fazendo barulho. Os místicos dizem…
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Joan Margarit – El Primer Frío

Acompanhei-te até o museu, no parque,em uma manhã de inverno. Detivemo-nosdiante daquela escultura: El primer frío.Era de mármore cinzento: um velho, nu,olha ao longe, entre as folhas mortasque o vento carrega.A arte não é diferente da vida,lembro que disseste. Mas euvia apenas um mármore frio,um tanto retórico, e pensava em garotas.Entre aquele dia e hoje,…
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Malena Mörling – Viajando

Como postes de luzainda acesosapós o amanhecer,os mortosnos encaramde fotografiasemolduradas. Você pode discordar,mas ali estão eles,ainda presentesviajandoincessantementepara trássem um somcada vez maispara o passado. Trad.: Nelson Santander N. do T.: A temática deste poema pareceu-me muito semelhante à abordada por Carlos Drummond de Andrade em seu excepcional “Convívio”, publicado anteontem no site. Ambos refletem sobre…
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Manuel António Pina – Extrema-unção

Um poema tocante sobre a inevitabilidade da morte e a preparação para a despedida. O autor expressa a pressa e o cansaço do protagonista, em contraste com as tarefas práticas e cerimônias que antecedem o fim. A obra convida à reflexão sobre a vida e a morte.
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Carlos Drummond de Andrade – Convívio

Cada dia que passa incorporo mais esta verdade, de que eles não vivem senão em nóse por isso vivem tão pouco: tão intervalo; tão débil.Fora de nós é o que deixaram de viver, para o que se chama tempo.E essa eternidade negativa não nos desola.Pouco e mal que eles vivam, dentro de nós, é vida…
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Ferreira Gullar – Notícia da Morte de Alberto da Silva

“Notícia da Morte de Alberto da Silva”, de Ferreira Gullar: uma visão crítica da existência.
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Nicole Sealey – histórico médico

Já estive grávida. Fiz sexo com um homemque fazia sexo com outros homens. Não consigo dormir.Minha mãe tem, e a mãe dela tinha, asma. Meu pai teve um derrame. A mãedo meu pai tem pressão alta.Meus dois avós morreram de diabetes.Eu bebo, mas não fumo. Xanax para flutuar.Propranolol para ansiedade. Meus olhos são ruins.O vento…