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Marina Colasanti – Sexta-feira à noite
Sexta-feira à noiteOs homens acariciam o clitóris das esposasCom dedos molhados de saliva.O mesmo gesto com que todos os diasContam dinheiro, papéis, documentosE folheiam nas revistasA vida dos seus ídolos. Sexta-feira à noiteOs homens penetram suas esposasCom tédio e pénis.O mesmo tédio com que todos os diasEnfiam o carro na garagemO dedo no narizE metem…
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Anna Swir – Eu lavo a camisa

“Eu lavo a camisa”, um poema de Anna Swir sobre o último adeus através de um ato simples, mas carregado de significado e emoção.
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Emily Dickinson – Após grande dor sobrevém um sentimento austero

Após grande dor sobrevém um sentimento austero –Os Nervos ficam cerimoniosos como um cemitério –Indaga o rijo Coração se foi Ele que sofreu,Se Ontem, ou Séculos antes aconteceu? Os pés, mecânicos, circundam sem cessar –Nos Sopés, no Ar, em qualquer Lugar –Um caminho de madeiraQue indiferentemente medraUm contentamento de Quartzo, uma pedra – A Hora…
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Linda Gregg – Noites na vizinhança

“Noites na Vizinhança”, um poema de Linda Gregg sobre a compaixão silenciosa que ilumina os cantos escuros da alma humana.
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William Carlos Williams – Nevasca

Neve:anos de fúria seguindohoras que flutuam indolentes —a nevascadeposita seu fardocada vez mais fundo por três diasou sessenta anos, não? Entãoo sol! um tumulto deflocos amarelos e azuis —Árvores de aparência hirsuta destacam-seem longas alamedassobre uma selvagem solidão.O homem se vira e lá —seu solitário rastro estendendo-sesobre o mundo. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema originalmente…
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Edward Hirsh – Como será a última noite

“Como será a última noite”, um poema de Edward Hirsh sobre a solidão íntima e a contemplação resignada diante da vastidão da noite e do infinito.
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Nuno Júdice – Epidemia

Passa de um para o outro através do olhar, de uma palavra,de um toque de mãos; por vezes, basta um leve suspiropara adivinhar a febre, e atrás dele descobre-se quenão é preciso cura nem tratamento. Instala-se na cabeça,no corpo, na boca, nos dedos, sem dor nem cansaço,apenas aquela ânsia a que se dá o nome…
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Yehuda Amichai – Como a marca de nossos corpos

“Como a marca de nossos corpos”, um poema de Yehuda Amichai sobre a efemeridade das nossas presenças e as marcas deixadas pela passagem do tempo.
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Susana Cattaneo – Quando já não estiver…

Quem porá o pésobre a marca que o meu deixou?Quem olhará estas árvoresonde meus olhos deixaram sinais?Alguém ouvirá cantar um pássaroque será outro.Alguém respirará os mesmos pinheirosde um verde mais cansado.A vida será uma folha em brancoe não poderei timbrá-la com minha palavra. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 05/05/2020 Mais…

