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Carlito Azevedo – Vida: Efeito-V (excertos)

Alguns poemas do livro “Vida: Efeito-V”, de Carlito Azebedo
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Machado de Assis – Memórias Póstumas (último capítulo)

Talvez o melhor capítulo final da literatura brasileira:Entre a morte do Quincas Borba e a minha, mediaram os sucessos narrados na primeira parte do livro. O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo, por causa da moléstia que apanhei. Divino emplasto, tu me darias o primeiro lugar entre os homens,…
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Sarah Russell – Se eu tivesse três vidas

“Se eu tivesse três vidas”, um poema de Sarah Russell que explora escolhas imaginárias e os caminhos não percorridos, entrelaçando sonhos, anseios e a busca por conexões em diferentes versões de uma mesma existência.
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Cassiano Ricardo – Os Futuricidas

Sois o Bloco dos Suicidas.Paradoxo pensar que todo suicí- dio será a morte de Deus em nós. Nós não. Vamos salva-l’Oda hecatombe em que, afinal, tudo tombe.Nós O queremos vivo e salvo mesmo escanhoado dequalquer ornamento, pluma ou liturgia. Calvo.Sem nenhum arco-íris na cabeça ou púrpura.Não esquartejado numa vila ricaou atado ao rabo de um…
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Lucille Clifton – Cântico de Louvor

“Cântico de Louvor”, um poema de Lucille Clifton sobre a força silenciosa das conexões humanas, o acolhimento incondicional e os momentos extraordinários escondidos na simplicidade do cotidiano.
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Cassiano Ricardo – 2ª Aula na Jaula

1 Ícaro morreu,não por voar junto ao Sol mas de obsoleto pelos robôs levadoem seu caixão preto os mitos de hojeconversam comigo na rua.Convidam-me a assis- tir a Antonioni no cinemaem plena iconosfera. Tudo o que foi ontem é outra era. 2No Jardim Zoológicouma Lua presa numa enorme jaula de vidro. Com todas as crateras…
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Timothy Liu – Melhor não deixar vestígios

“Melhor não deixar vestígios”, um poema de Timothy Liu que explora o confronto entre memória, perda e os rituais que moldam nossa relação com a morte, revelando camadas de intimidade e tensões familiares em meio ao efêmero.
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Susan Sontag – De “Sobre Fotografia”

“Todas as fotos são memento mori. Tirar uma foto é participar da mortalidade, da vulnerabilidade e da mutabilidade de outra pessoa (ou coisa). Precisamente por cortar uma fatia deste momento e congelá-lo, toda foto testemunha a dissolução implacável do tempo (…). A fotografia é simultaneamente uma pseudo-presença e um sinal de ausência.” Susan Sontag, em…
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William Stafford – Sim

“Sim”, um poema de William Stafford sobre a imprevisibilidade da vida e os pequenos presentes que ela oferece, mesmo sem garantias.
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Carlos Drummond de Andrade – Morte das Casas de Ouro Preto

Sobre o tempo, sobre a taipa,a chuva escorre. As paredesque viram morrer os homens,que viram fugir o ouro,que viram finar-se o reino,que viram, reviram, viram,já não vêem. Também morrem. Assim plantadas no outeiro,menos rudes que orgulhosasna sua pobreza branca,azul e rosa e zarcão,ai, pareciam eternas!Não eram. E cai a chuvasobre rótula e portão. Vai-se a…