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Arthur Schopenhauer – Bolhas de Sabão (excerto)

O homem só vive no presente, que se converte no passado, e afunda-se na morte. Exceto as consequências que podem influir no presente, e que são filhas de sua vontade, ou de seus atos, a sua vida passada já não existe. Devia portanto ser-lhe indiferente que esse passado fosse de prazeres ou tristezas. O presente…
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Tony Connor – Na Alameda dos Carvalhos

“Na Alameda dos Carvalhos”, um poema de Tony Connor sobre a solidão implacável da velhice, onde o passado e o presente se entrelaçam em noites silenciosas, permeadas por lembranças de dor, perda e um mundo que segue indiferente.
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Jules Laforgue – Mediocridade

No infinito coberto de eternas belezas,Como átomo perdido, incerto, solitário,Um planeta chamado Terra, dias contados,Voa com os seus vermes sobre as profundezas. Filhos sem cor, febris, ao jugo do trabalho,Marchando, indiferentes ao grande mistério,E quando um dos seus é enterrado, já sérios,Saúdam-no. Do torpor não são arrancados. Viver, morrer, sem desconfiar da históriaDo globo, sua…
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Mary Ruefle – Meu amigo moribundo

“Meu Amigo Moribundo”, um poema de Mary Ruefle sobre a delicada fronteira entre início e fim, identidade e anonimato, revelando uma perspectiva melancólica e inesperada sobre o ciclo da vida.
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Richard Dawkins – Todos Vamos Morrer

Arte: Gavin Aung – 2012 REPUBLICAÇÃO: Arte originalmente publicada na página em 27/02/2016
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Francis Ledwidge – A um pardal

“A um pardal”, um poema de Francis Ledwidge em que o autor encontra beleza e dignidade na simplicidade despretensiosa de uma das aves mais comuns de nossas cidades.
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William Shakespeare – do Macbeth (excerto)

Amanhãamanhã amanhã amanhãRasteja em passo parco dia a diaAté a última sílaba do Tempo.E os ontens, todos, só nos alumiamO fim no pó. Apaga, apaga, velaBreve!A vida é só uma sombra movel. Pobre atorQue freme e treme o seu papel no palcoE logo sai de cena. Um conto tontoDito por um idiota – som e fúria,…
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Edward Thomas – Foi-se embora, uma vez mais

“Foi-se embora, uma vez mais”, um poema de Edward Thomas que reflete sobre a inexorável passagem do tempo e memórias de juventude, tendo como pano de fundo uma antiga casa abandonada que, como o próprio narrador, carrega as marcas silenciosas de dias que não voltam mais.
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Grey Gowrie – Terceiro Dia

“Terceiro Dia”, um poema de Grey Gowrie em que a identidade se dissolve entre tubos e pranchetas, enquanto o tempo suspenso aguarda — não a morte, mas um limiar entre existência e renascimento, onde até o ar é uma promessa roubada.

