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Eliza Griswold – Tigres

“Tigres”, um poema de Eliza Griswold sobre o delicado equilíbrio entre o amor e o desapego, enquanto nos agarramos à vida, rodeados pela ameaça e pela beleza efêmera.
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Jacques Prévert – Bárbara

Lembra-te BárbaraChovia em Brestsem cessar naquele diaCaminhavas à chuvasorridenteradiosa encantadora deslumbranteLembra-te Bárbarachovia em Brestsem cessare eu passei por tina Rua do Sião.Sorriase eu sorriaLembra-te Bárbaratu a quem não conheciatu que não me conheciasLembra-teLembra-te mesmo assimdaquele diaNão te esqueçasSob um pórticoabrigava-se um homemque gritou o teu nomeBárbaraCorreste para eleà chuvadeslumbrante encantadoraradiosalançaste-te nos seus braçosLembra-te BárbaraE não…
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Kim Addonizio – O momento

“O momento”, um poema em que Kim Addonizio captura um instante revelador e profundamente pessoal que ressoa com temas universais de envelhecimento, perda e a inevitabilidade da morte.
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Horácio – Ode 1/11

Não busques (é tabu!) saber que fim, Leucónoe,os deuses nos reservam. Põe de lado o horoscopoda babilônia e aceita: o que há de ser, será,quer nos dê Jove mais invernos, quer só esteque em rochas quebra o mar Tirreno. Vive, bebeteu vinho e talha, ao curto prazo, anseios longos.Enquanto eu falo, o tempo evade-se invejoso.Apanha…
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Kay Ryan – As coisas não deveriam ser tão difíceis

“As coisas não deveriam ser tão difíceis”, um poema de Kay Ryan sobre as marcas invisíveis que uma vida deixa e o desejo de que nossa passagem pelo mundo seja mais tangível.
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Anne Alexander Bingham – É suficiente

“É suficiente”, um poema de Anne Alexandre Bingham sobre uma espécie de eternidade e a conexão profunda entre o eu e o universo.
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José Infante – Não sei se é um sonho

“Não sei se é um sonho”, um poema de José Infante sobre a sensação de estar dividido entre uma existência física e uma morte interior, explorando a complexidade da identidade e a luta com a realidade aparente.
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Joan Margarit – A senha

Sozinho entre dois infernos— o da liberdade e o da idade —,já não consigo abrir nosso cofre.A porta com seus dígitos giratóriosé a roleta na qual já não aposto.Desde o primeiro suspiro conserveia blindada clarezadaquela rosa.Agora, nu em nosso quarto,a janela aberta e a luz apagada,ouço o rumor urbano da noite,enquanto a leve brisa me…
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Federico Garcia Lorca – Pranto por Ignacio Sánchez Mejías

1. A captura e a morte Às cinco da tarde.Eram as cinco em ponto dessa tarde Um menino trouxe o lençol brancoàs cinco da tarde. Uma alcofa de cal já prevenidaàs cinco da tarde.O mais era só morte e apenas morteàs cinco da tarde. O vento arrebatou os algodõesàs cinco da tarde.E o óxido semeou…
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John Ashbery – Medo da morte

“Medo da Morte”, um poema de John Ashbery que entrelaça música, tempo e solidão para sondar os limites da existência, enquanto um vento passageiro sugere tanto a liberdade quanto a finitude.
