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Ferreira Gullar – Filhos

A meu filho Marcos Daqui escuteiquando eleschegaram rindoe correndoentraramna salae logoinvadiram tambémo escritório(onde eu trabalhava)num alvoroçoe rindo e correndose foramcom sua alegriase foramSó entãome pergunteipor quenão lhes deramaioratençãose há tantose tantosanosnão os via criançasjá queagoraestão os trêscom maisde trinta anos. REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 28/03/2016
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Luís Filipe Parrado – Depois do amor

“Depois do Amor”, um poema de Luís Filipe Parrado em que a memória do outro se entranha na pele como um aroma que nem a água consegue apagar.
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Garous Abdolmalekian – Molde

“Molde”, um poema de Garous Abdolmalekian em que a delicadeza de um gesto cotidiano revela, em silêncio, uma fidelidade mais profunda do que qualquer patriotismo.
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Jorge Luis Borges – Everness

Só uma coisa há. É o esquecimento.Deus, que salva o metal, salva a escóriaE cifra na sua profética memóriaas luas que serão e que hão sido. Já tudo está. Os mil reflexos,Que entre os dois crepúsculos do diaTeu rosto foi deixando nos espelhose os que irá deixando ainda. E tudo é uma parte do diversoCristal…
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Hayan Charara — Mais velho

“Mais velho”, um poema de Hayan Charara em que o tempo se desdobra em camadas sutis — da terra à infância, de um gato à lua — até alcançar, silenciosamente, a dor de uma ausência que persiste.
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Jorge Luis Borges – Cosmogonia

Nem treva nem caos. A trevaRequer olhos que vêem, como o som.E o silêncio requer o ouvido,O espelho, a forma que o povoa.Nem o espaço nem o tempo. Nem sequerUma divindade que premeditaO silêncio anterior à primeiraNoite do tempo, que será infinita.O grande rio de Heráclito o EscuroSeu irrevogável curso não há empreendido,Que do passado…
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Kathy Fagan – Minha mãe

“Minha Mãe”, um poema de Kathy Fagan que fala sobre as sutis e inesperadas formas de presença que persistem mesmo na ausência, deixando pistas delicadas de uma conexão que o tempo e a morte não desfazem.
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Cassiano Ricardo – As Andorinhas de Antonio Nobre

—Nos—fios—tensos —da—pauta—de me-tal —as— an/do/ri/nhas—gri-tam —por—fal/ta/—de u-ma—cl’a-ve—de—sol REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 26/03/2016
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Ellen Bryant Voigt – Prática

“Prática”, um poema de Ellen Bryant Voigt que explora, com lirismo contido, os rituais silenciosos da dor e as formas como nos preparamos — consciente ou inconscientemente — para o inominável.