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Tess Gallagher – Vão

“Vão”, um pequeno poema de Tess Gallagher que nos faz questionar a aparente dualidade da existência.
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Chico Buarque e Francis Hime – Amor Barato

Eu queria serUm tipo de compositorCapaz de cantar nosso amorModesto Um tipo de amorQue é de mendigar cafunéQue é pobre e às vezes nem éHonesto Pechincha de amorMas que eu faço tanta questãoQue se tiver precisãoEu furto Vem cá, meu amorAguenta o teu cantadorMe esquenta porque o cobertor é curto Mas levo esse amorCom…
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Tom Hirons – Enquanto isso

“Enquanto isso”, um poema de Tom Hirons sobre a beleza efêmera da vida, os pequenos milagres do cotidiano e a resistência do amor contra a inevitabilidade do tempo.
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Chico Buarque – Pedaço de Mim

Oh, pedaço de mimOh, metade afastada de mimLeva o teu olharQue a saudade é o pior tormentoÉ pior do que o esquecimentoÉ pior do que se entrevar Oh, pedaço de mimOh, metade exilada de mimLeva os teus sinaisQue a saudade dói como um barcoQue aos poucos descreve um arcoE evita atracar no cais Oh, pedaço…
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C. K. Williams – A Corsa

“A Corsa”, um poema de C.K. Williams sobre a fragilidade da dor, a inquietude da presença e a fugaz conexão com o sofrimento, capturada em um momento silencioso e intenso na natureza.
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Eavan Boland – Chegamos sempre tarde demais

“Chegamos sempre tarde demais”, um poema de Eavan Boland que explora a natureza fragmentada da memória e a dolorosa distância entre o que foi vivido e o que poderia ter sido, revelando a beleza e a melancolia das lembranças que nos escapam.
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Caetano Veloso – Como Dois e Dois

Quando você me ouvir cantarVenha, não creia, eu não corro perigoDigo, não digo, não ligo, deixo no arEu sigo apenas porque eu gosto de cantar… Tudo vai mal, tudoTudo é igual quando eu canto e sou mudoMas eu não minto, não minto, estou longe e pertoSinto alegrias, tristezas e brinco Meu amor, tudo em volta…
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Eavan Boland – Âmbar

“Âmbar”, um poema de Eavan Boland em que a memória e a ausência se entrelaçam, revelando como algo tão frágil quanto a resina pode capturar vestígios do passado e desafiá-lo a permanecer.
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Caetano Veloso – O Homem Velho

O homem velho deixa a vida e morte para trásCabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca maisO grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinaisO homem velho é o rei dos animais A solidão agora é sólida, uma pedra ao solAs linhas do destino nas mãos a mão apagouEle já tem…

