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Joan Margarit – Restauração

Um meio-dia de verão. Sob o sol, a abadia.Visitantes em grupos respeitososexploram os espaços vagos de outros tempos,hoje reconstruídos, bem iluminados.Mas que já é um cadáver. Aqui só havia vidaquando a escuridão, vinda das abóbadas,deslizava pelos muros.Monges encapuzados, transformadosem terra vermelha sob algum vinhedo,erguiam estruturas distintas em suas mentes.Faziam-no com o luxode uma ideia de…
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Joan Margarit – Tua Rua

Chegas a uma manhã luminosa.Aos quarenta e dois. Andorinhasvoam de uma ponta a outra da rua.Cálculo de estruturas: diante de tiergue-se o frio terminal de um limite.De repente, encontras-te só em casa.E o inverno já chegou até a rua.E teus setenta anos sorriem para ti.Percebes então o quanto tudo está perto.Um ônibus, um metrô. Chegas…
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Joan Margarit – Cena

“Cena”, um poema de Joan Margarit que contrapõe dois casais em momentos opostos da existência para refletir sobre erosão do amor, envelhecimento e finitude.
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Joan Margarit – Passando em frente ao Terramar

“Passando em frente ao Terramar”, um poema de Joan Margarit que revisita um antigo hotel ligado à memória amorosa e à juventude do narrador.
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Rui Tavares – Assistindo à derrocada da civilização poética

“Assistindo à derrocada da civilização poética”, uma crônica de Rui Tavares, parte das atuais disputas em torno da Odisseia para refletir sobre um mundo em que a poesia já ocupou o centro da vida coletiva. De Homero a Camões, o autor percorre a força civilizadora do verso e pergunta o que poderá sucedê-lo.
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Goethe – Pensamentos Noturnos

Leia “Pensamentos Noturnos”, de Goethe, um poema que contrapõe a eternidade das estrelas à intensidade única do amor humano.
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José Emilio Pacheco – 4 poemas: a fotografia como ausência

“4 poemas: a fotografia como ausência”, de José Emilio Pacheco, reúne meditações breves e contundentes sobre fotografia, tempo e desaparecimento.
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Federico García Lorca – 1910 (Intermezzo)

“1910 (Intermezzo)”, um poema de Federico García Lorca que revisita o olhar inaugural da infância para revelar, entre imagens oníricas e presságios, o vazio oculto no curso inevitável das coisas.
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Vladimir Holan – Ressurreição

“Ressurreição”, um poema de Vladimír Holan que transforma a ideia apocalíptica do Juízo Final em uma visão íntima e doméstica do retorno dos mortos.
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Thomas Hardy – Acaso

Leia “Acaso”, de Thomas Hardy, um poema sobre destino, sofrimento e a indiferença do universo diante da condição humana.