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Franny Choi – Pós-morte

Para responder à sua pergunta, sim, me vejo querendo cada vez menos transar com o rapaz morto que foi meu antes de não ser mais nada. Ele é nove anos mais novo do que eu agora – um garoto que ainda fuma baseados em seu dormitório; o que quero dizer é que ele não faz…
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Wislawa Szymborska – Autotomia

“Autotomia”, um poema de Wislawa Szymborska sobre a divisão interna e o equilíbrio entre a sobrevivência e a transformação, refletindo a luta entre o ser e o tornar-se.
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Rosemerry Wahtola Trommer – Observando minha amiga fingir que seu coração não está partido

Na Terra, apenas uma colher de chá de uma estrela de nêutronspesaria seis bilhões de toneladas. Seis bilhões de toneladasequivalem ao peso total de todos os animaisda Terra. Incluindo os insetos. Vezes três. Seis bilhões de toneladas parecem impossíveisaté que eu considere como é digerir a dor —apenas uma colher de chá e seria como…
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Roger Wolfe – O Copo

Senta-teà mesa.Bebe de um copod’água. Saboreiacada trago.E lembratodo o tempoque perdeste.O tempo que estás perdendo.O tempoque ainda tens para perder. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog El vaso Siéntatea la mesa.Bebe un vasode agua. Saboreacada trago.Y piensaen todo el…
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Edward Thomas – Adlestrop

Sim, lembro-me bem de Adlestrop —Do nome, porque num certo diaDe calor o trem ali parouDo nada. Junho se consumia. O trem sibilou. Alguém tossiu.Ninguém saiu daquela estaçãoNem ali entrou. O que vi foiAdlestrop — a denominação, E salgueiros, epilóbios, grama,E erva-ulmeira, seca forragem,Não menos calmos e solitáriosDo que as nuvens altas na paisagem. E…
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Adam Zagajewski – Véspera de Ano Novo, 2004

Estás em casa ouvindogravações de Billie Holiday,que canta sonolenta e melancolicamente.Contas as horas que aindafaltam para a meia-noite.Por que os mortos cantam em pazenquanto os vivos não conseguem se libertar do medo? Trad.: Nelson Santander, a partir da versão do poema em inglês traduzido por Clare Cavanagh Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique,…
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Antonio Colinas – Envio

“Envio”, um poema de Antonio Colinas sobre o delicado ato de reviver memórias e o efêmero brilho das experiências passadas.
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Fatimah Asghar – Divisão

você é caxemire1 até que queimem sua casa. tomem seus pomares. finquem uma bandeira diferente. até que ninguém se lembre do caminho que traz você de volta. você é indiana até que tracem uma fronteira através do punjab. até que os capitães britânicos cuspam paki2 enquanto tomam seu chai e adicionem tanta espuma que você não…
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Meira Delmar – Hóspede sem sombra

“Hóspede sem Sombra”, um poema de Meira Delmar sobre a efemeridade da existência, a solitude do ser e o inexorável confronto entre a paz e o conflito interior.
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Sean Thomas Dougherty – Os aposentos familiares da dor

Ocasionalmente, estou bem,embora, quando chego em casa do trabalho,ainda me sente em sua poltrona por horas sem tirar o casaco,puxando os botões que não são respostas — Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua para manter a poesia viva em nosso blog Grief’s Familiar Rooms Sometimes I am…