Edward Thomas – Adlestrop

Edward Thomas – Adlestrop

Sim, lembro-me bem de Adlestrop —
Do nome, porque num certo dia
De calor o trem ali parou
Do nada. Junho se consumia.

O trem sibilou. Alguém tossiu.
Ninguém saiu daquela estação
Nem ali entrou. O que vi foi
Adlestrop — a denominação,

E salgueiros, epilóbios, grama,
E erva-ulmeira, seca forragem,
Não menos calmos e solitários
Do que as nuvens altas na paisagem.

E de repente, um melro cantou
Perto dali, e de todo lado,
De Oxfordshire e Gloucestershire,
Outros responderam ao chamado.

Trad.: Nelson Santander

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Adlestrop

Yes. I remember Adlestrop—
The name, because one afternoon
Of heat the express-train drew up there
Unwontedly. It was late June.

The steam hissed. Someone cleared his throat.
No one left and no one came
On the bare platform. What I saw
Was Adlestrop—only the name

And willows, willow-herb, and grass,
And meadowsweet, and haycocks dry,
No whit less still and lonely fair
Than the high cloudlets in the sky.

And for that minute a blackbird sang
Close by, and round him, mistier,
Farther and farther, all the birds
Of Oxfordshire and Gloucestershire.

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Uma resposta para “Edward Thomas – Adlestrop”

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