-
Anastasia Taylor-Lind – “Alcoólatras não sonham” não é uma metáfora

i. Alcoólatras não sonham não é uma metáfora Convido papai para o jantarjá que ele está morto pode aparecer a qualquer momento ele chega aos 36 quando se tornou meu paie com a idade que eu tinha quando ele morreu coloco pra tocar a mixtape da morte de papai que meu irmão fezpara a nossa…
-
Joan Brossa – O tempo

“O tempo”, um poema de Joan Brossa sobre a natureza transitória da experiência humana, onde o presente se dissolve rapidamente no passado e o futuro permanece além da percepção imediata.
-
Seamus Heaney – Tempestade na ilha

Estamos preparados: construímos baixas nossas casas,cobrimo-las com boa ardósia e embutimos as paredes na rocha.Esta terra ressequida nunca nos incomodouCom feno, logo, como você pode ver, não há pilhasDe palhas que possam ser perdidas. Nem árvoresQue possam estar presentes quando ela atinge todaSua potência: você sabe o que eu quero dizer – folhas e galhosPodem…
-
Joseph Stroud – Perdido

“Perdido”, um poema de Joseph Stroud sobre a jornada solitária de um indivíduo na vastidão indiferente da natureza e dentro de seu próprio mundo interior, onde busca desesperadamente conexão e identidade.
-
Mary Oliver – Rosas no final do verão

O que acontececom as folhas depoisque ficam vermelhas e douradase caem? O que ocorre com as aves canorasquando não podem maiscantar? O que acontececom suas asas ágeis? Você acha que existe algumparaíso pessoalpara qualquer um de nós?Você acha que, do outro lado da escuridão,alguém irá nos chamar, a nós?Além das árvores,as raposas continuam ensinando seus…
-
José Hierro – Réquiem

“Réquiem”, um poema de José Hierro, uma elegia que lamenta a morte anônima e sem glória de um imigrante espanhol nos Estados Unidos. Um poema sobre a solidão silenciosa e o anonimato absoluto de alguém perdido no tecido impiedoso da história.
-
Paul Bailey – Noturno

Certa vez, conheci um homem que desejava nunca ter nascido.Ele falava sério quando dizia isso.Ele não era um poseur.Nos poucos e radiantes anos em que o conheci,Ele nunca falava para causar impacto. Ele dizia o que queria dizer, eu me lembro,silenciosa e cuidadosamente,enquanto tomávamos chá com torrada e ovos mexidosem uma daquelas manhãs perfeitasque sempre…
-
Luis Alberto de Cuenca – O Sagrado

“O Sagrado”, um poema de Luis Alberto de Cuenca sobre a beleza autêntica e desnuda que revela a essência pura e irresistível da mulher.
-
Mark Strand – A integridade das coisas

Num campo,sou a ausênciado campo.Issoé sempre verdadeiro.Onde quer que eu esteja,sou o que falta. Quando caminho,divido o are invariavelmenteo ar se movimentapara preencher os espaçosonde meu corpo esteve. Todos nós temos razõespara nos mover.Eu me movo parapreservar a integridade das coisas. Trad.: Nelson Santander Mais do que uma leitura, uma experiência. Clique, compre e contribua…
