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Linda Gregg – Sem saber as regras

“Sem saber as regras”, um poema de Linda Gregg que evoca uma contemplação silenciosa da natureza, enquanto a narradora reflete sobre beleza, mortalidade e o enigma do desejo, tudo envolto em uma atmosfera de luz e silêncio.
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Catherine Pond – Chegada

“Chegada”, um poema de Catherine Pond sobre o amadurecimento emocional, a descoberta do sofrimento e a inevitável distância que o tempo e a vida trazem nas relações.
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Miguel Torga – Rogo

Não, não rezes por mim.Nenhum deus me perdoa a humanidade.Vim sem vontadeE vou desesperado.Mas assinei a vida que vivi.Doeu-me o que sofri.Fui sempre o senhorio do meu fado. Por isso, quero a morte que mereço.A morte natural,Solitária e malditaDe quem não acreditaEm nenhuma oraçãoDe salvação.De quem sabe que nunca ressuscita. Coimbra, 16 de Abril de…
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Sharon Olds – O irmão dela

“O irmão dela”, um poema de Sharon Olds que explora temas de memória, perda, culpa e conexões humanas íntimas e não realizadas, utilizando uma voz poética envolta em lembranças, reflexões e desejos não concretizados.
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Sharon Olds – Transformações

“Transformações”, de Sharon Olds, uma reflexão profunda sobre a perda, a morte, a culpa e a transformação da infância para uma consciência mais madura do sofrimento e das complexidades emocionais.
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Sharon Olds – Balada da melhor amiga

“Balada da Melhor Amiga”, um poema de Sharon Olds um poema tocante que explora a perda, a amizade, e a inocência da infância através de uma narrativa comovente e imagética.
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Konstantinos Kaváfis – Um velho

No meio do café ruidoso, sem ninguém,por companhia, está sentado um velho. Temà frente um jornal e se inclina sobre a mesa. Imerso na velhice aviltada e sombria,pensa quão pouco desfrutou as alegriasdos anos de vigor, eloqüência, beleza. Sabe que envelheceu bastante. Vê, conhece.No entanto, o seu tempo de moço lhe pareceser ainda ontem: faz…
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Meghan O’Rourke – Autorretrato equivocado como Demeter em Paris

Só se pode sentir falta de alguém quando este alguém está presente em sua vida. A Ilha dos Mortos é de uma obscura claridade. Henry Miller disse a Anaïs Nin que a única morte real é estar morto em vida. Os ausentes só estarão ausentes quando forem esquecidos. Até lá, a ausência é uma mentira,…


