Categoria: Nelson Santander – Traduções
-
Jim Harrison – Vassoura

“Vassoura”, um poema de Jim Harrison em que o corpo e a morte se reconhecem no mesmo gesto, e varrer torna-se um rito de esvaziamento — um lento desnudamento do mundo até restar apenas o ar onde o nome dança invisível.
-
Gregory Orr – [A dor virá até você]
![Gregory Orr – [A dor virá até você]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2025/07/chatgpt-image-24-de-jul.-de-2025-21_01_27.png)
“A Dor Virá até Você”, um poema de Gregory Orr sobre o peso inevitável do existir — um rio escuro que nos arrasta, onde nadar e cantar são apenas gestos frágeis contra o destino.
-
Jack Gilbert – Ilhas e figos

Entre ilhas, figos e imagens concretas do mundo, o poema procura uma forma de alegria que não ignore dificuldade e perda. Jack Gilbert aproxima paisagem e experiência para mostrar como a vida insiste em oferecer intensidade.
-
Jacob Sam-La Rose – Do lado de lá

“Do Lado de Lá”, um poema de Jacob Sam-La Rose em que a ausência fala por silêncios, os mortos atendem em sonhos e a linha que nos separa deles é apenas o eco interminável do que nunca foi dito.
-
Czesław Miłosz – O jardim das delícias terrenas

“O Jardim das Delícias Terrenas”, um poema de Czesław Miłosz que sussurra o espanto de existir entre o paraíso e o abismo, onde a carne sonha ser espírito, o tempo apodrece em âmbar e o desejo, eterno e mortal, tenta decifrar o enigma de Deus.
-
Richard Scott – versão de amor

“versão de amor”, um poema de Richard Scott que sussurra, entre vigílias e vertigens, que amar é guardar um corpo adormecido contra o sopro insuspeito do fim — e perguntar, no silêncio entre dois sonhos, se ainda há alma no que resta.
-
Miguel Arteche – Eu sei que nesta lâmpada apareces

“Eu sei que nesta lâmpada apareces”, um poema de Miguel Arteche que evoca a persistência do ausente nas frestas da matéria — um murmúrio entre a cinza e a tinta, onde o tempo se curva e o morto continua a escrever-se na solidão das coisas.
-
Garrett Hongo – Homenagem a uma noiva de retrato

“Homenagem a uma noiva de retrato”, um poema de Garrett Hongo sobre as vidas que se esvaem entre o que se promete e o que se perde — onde o vento é viúvo da memória, e uma fotografia é tudo o que resta do que jamais chegou a ser inteiro.
-
Franz Wright – Sobre a morte de um gato

“Sobre a morte de um gato”, um poema de Franz Wright que escuta o silêncio onde antes havia um corpo, e descobre a forma mais serena da eternidade.”
-
Lena Khalaf Tuffaha – Ordens de Evacuação

“Ordens de Evacuação”, um poema de Lena Khalaf Tuffaha que transforma o tempo em sentença, a voz em bomba, e a fuga em prova de humanidade — onde correr é morrer de pé e permanecer é tornar-se invisível ao mundo.