Tag: Violência
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Suji Kwock Kim – Ocupação

“Ocupação”, um poema de Suji Kwock Kim que constrói, por meio de imagens brutais e arquitetura simbólica, uma alegoria da violência institucionalizada e da transformação da morte em estrutura.
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Sharon Olds – A menina

“A Menina”, um poema de Sharon Olds que rasga o véu da inocência, expõe o horror em sua nudez mais crua e, ainda assim, interroga o mistério da sobrevivência como uma chama que insiste em arder no escuro.
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Lena Khalaf Tuffaha – Ordens de Evacuação

“Ordens de Evacuação”, um poema de Lena Khalaf Tuffaha que transforma o tempo em sentença, a voz em bomba, e a fuga em prova de humanidade — onde correr é morrer de pé e permanecer é tornar-se invisível ao mundo.
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Seamus Heaney – Tempestade na ilha

Estamos preparados: construímos baixas nossas casas,cobrimo-las com boa ardósia e cravamos as paredes na rocha.Esta terra mirrada nunca nos deu trabalhoCom feno, por isso, como você pode ver, não há pilhasDe palhas que se possam perder. Nem árvoresQue pudessem fazer companhia quando ela sopra em plenaRajada: você sabe o que eu quero dizer – folhas…
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Adelaide Ivánova – sobre uma foto no huffington post, em 01 de novembro de 2015

“Sobre uma foto no Huffington Post, em 01 de novembro de 2015”, um poema de Adelaide Ivanova que confronta a violência extrema contra mulheres com os limites da linguagem, da arte e da ação política.
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Timothy Liu – Thoreau

Meu pai e eu não temos para onde ir.Sua esposa não nos deixa entrar em casa —medo de contrair AIDS. Ela acredita quedormir com homens é pior do que um pecado,meu pai diz, enquanto nos sentamos no meio-fioem frente à casa dos vizinhos.Sessenta e quatro anos tornaram meu paiimpotente. Raízes grisalhas e tinta pretadesbotada manchando…
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Raymond Antrobus – Duas armas no céu para Daniel Harris

Quando Daniel Harris saiu do carro1,o policial estava à espera. Arma erguida. Uso o pretérito, embora seja irrelevantena língua de Daniel, que é a dos sinais. Sinais não têm futuro nem pretérito; é língua do presente.Nunca se está mais presente do que quando uma arma é apontada para você. Que língua expressa issose não a…
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Anna Akhmátova – Cleópatra

Os palácios de AlexandriaCobriram-se de sombras suaves.Púschkin Ela já beijara os lábios de Antônio, sem vida,E chorava, de joelhos, ante Augusto, vencida…E os servos a traíram. Sob a águia de RomaAs trombetas ressoam. E o crepúsculo assoma. E chega o último escravo de sua beleza.Alto e solene, num sussurro, ele pondera:“Vão te levar para ele……
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Aleksandr Blok – Cleópatra

Cleópatra O museu triste da rainhaHá um, dois, três anos já se abriu.Bêbada e louca a turba ainda se apinha…Ela espera no túmulo sombrio. Jaz na sinistra caixaDe vidro, nem morta nem viva.Sobre ela a multidão salivaPalavras torpes em voz baixa. Ela se estende preguiçosamenteNo sono eterno a que se recolhera…Lenta e suave, uma serpenteMorde…
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Thomas Lux – As pessoas da outra aldeia

odiamos as pessoas desta aldeiae pregaríamos os chapéusàs nossas cabeças por nos recusarmos a remove-los em sua presençaou grampearíamos as mãos às nossas testaspor nos recusarmos a cumprimenta-losse não os feríssemos primeiro: enviamos-lhes pacotes de ratose, à noite, misturamos vidro moído à sua farinha.Nós fazemos isto, eles, aquilo.Eles arrancam a laringe da garganta de um…