Tag: Guerra
-
Mikhail Svetlov – Dois

“Dois”, um poema de Mikhail Svetlov, transforma uma cena de morte na guerra em uma imagem perturbadora de união e resistência. Dois combatentes permanecem ligados mesmo depois de atingidos, enquanto a violência ao redor contrasta com a serenidade inexplicável de seus rostos, fazendo da camaradagem uma presença mais inquietante do que a própria morte.
-
Hind Joudah – O que significa ser poeta em tempos de guerra?

“O que significa ser poeta em tempos de guerra?”, um poema de Hind Joudeh que confronta a experiência da guerra a partir da consciência de quem permanece vivo enquanto outros desaparecem.
-
Suji Kwock Kim – Ocupação

“Ocupação”, um poema de Suji Kwock Kim que constrói, por meio de imagens brutais e arquitetura simbólica, uma alegoria da violência institucionalizada e da transformação da morte em estrutura.
-
Wislawa Szymborska – Fim e Começo

Leia “Fim e Começo”, de Wislawa Szymborska: um poema sobre guerra, reconstrução, memória e o lento trabalho de recomeçar.
-
Sebastián López-Bermejo – Kursk, 1943

“Kursk, 1943”, um poema de Sebastián López-Bermejo em que a batalha entre o passado e o presente se desenha nas trincheiras da memória, onde o tempo se dissolve e a fronteira entre vitória e derrota se torna indefinida.
-
James Wright – Taranto

“Taranto”, um poema de James Wright em que a história humana se revela como pulmão ferido, mas ainda capaz de soprar o impossível rosto da beleza sobre a superfície inquieta do mar.
-
Jorge de Lima – A Divisão de Cristo

Dividamos o mundo em duas partes iguais:uma para portugueses, outra para espanhóis.Vêm quinhentos mil escravos no bojo das naus:a metade morreu na viagem do oceano. Dividamos o mundo entre as pátrias.Vêm quinhentos mil escravos no bojo das guerras:a metade morreu nos campos de batalha. Dividamos o mundo entra as máquinas.Vêm quinhentos mil escravos no bojo…
-
Lena Khalaf Tuffaha – Ordens de Evacuação

“Ordens de Evacuação”, um poema de Lena Khalaf Tuffaha que transforma o tempo em sentença, a voz em bomba, e a fuga em prova de humanidade — onde correr é morrer de pé e permanecer é tornar-se invisível ao mundo.

