Mês: junho 2026
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Ferreira Gullar – Cantiga pra não Morrer

“Cantiga para não Morrer”, um poema de Ferreira Gullar que transforma a despedida amorosa em súplica delicada contra o desaparecimento.
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Franz Wright – Um só coração

“Um só amor”, um poema de Franz Wright que combina confissão e oração para expressar a fragilidade humana diante de um mundo caótico, encontrando, em breves instantes de lucidez e beleza, uma experiência de graça que transforma o sofrimento em súplica e gratidão.
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Wislawa Szymborska – Escrevendo um Currículo

“Escrevendo um Currículo”, um poema de Wisława Szymborska que examina, com ironia afiada e aparente simplicidade, os mecanismos pelos quais a experiência humana é reduzida a informação útil e verificável.
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Seamus Heaney – Cavando

“Cavando”, um poema de Seamus Heaney que contrapõe o trabalho manual de seu pai e avô à sua própria vocação literária, transformando a escrita em continuidade simbólica da tradição familiar e afirmando a poesia como forma de “cavar” na memória e na identidade.
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Paulo Henriques Britto – Horácio no Baixo

“Horácio no Baixo”, um poema de Paulo Henriques Britto que reinterpreta a ode clássica de Horácio em chave contemporânea e coloquial, reafirmando a valorização do presente e a inutilidade de tentar prever o futuro diante da fugacidade do tempo.
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Adam Zagajewski – Tadeusz Kantor

“Tadeusz Kantor”, um poema de Adam Zagajewski que revisita a figura do encenador polonês Tadeusz Kantor para refletir sobre o tempo, a morte e a memória, mostrando como a arte revela a degradação inevitável da vida e transforma a existência em uma sucessão de despedidas.
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Paulo Henriques Britto – Oficina

“Oficina”, um poema de Paulo Henriques Britto que investiga o fazer poético como trabalho deliberado e imperfeito, refletindo sobre os limites da linguagem, a interferência do acaso e a tensão entre intenção e resultado na criação literária.
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Dennis O’Driscoll – alguém

“alguém”, um poema de Denis O’Driscoll, em que o poeta enumera gestos cotidianos de pessoas comuns que, sem que elas saibam, são os últimos momentos de suas vidas, revelando a fragilidade da existência e a proximidade invisível da morte.
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Omar Khayyam – Do Rubaiyat (XXIII)

“Rubaiyat (XXIII)”, um poema de Omar Khayyam que reduz a grandeza do mundo, da ciência e da existência humana à insignificância, culminando numa visão radical de vazio e inutilidade do conhecimento diante do infinito.
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Freya Bantiff – Deus, a Baleia

“Deus, a Baleia”, um poema de Freya Bantiff que imagina Deus como uma baleia insondável e vulnerável, unindo espiritualidade e crise ambiental para refletir sobre fé, destruição ecológica e a surdez divina em um mundo marcado por poluição, guerra e solidão humana.