Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Amalia Bautista – No final

Leia “No final”, de Amalia Bautista, um poema breve e comovente sobre amor, finitude e as poucas coisas que realmente importam na vida.
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Juan Vicente Piqueras – Véspera de Permanecer

Tudo está pronto: a mala,as camisas, os mapas, as vãs esperanças. Estou removendo o pó das minhas pálpebras.Já pus na lapelaa rosa dos ventos. Tudo está em ordem: o mar, o ar, o atlas. Só me falta o quando,o onde, um diário de bordo,cartas de navegação, ventos propícios,coragem e alguém que saibame amar como nem…
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Judith Viorst – A uma amiga de meia-idade considerando adultério com um homem mais jovem

É complicado ser temerária Quando há dobras em seu derrière E chega a hora de expor o que sua meia-calça está ocultando. E embora os olhos amorosos de um marido Façam certas concessões para suas coxas, Jovens amantes podem ter um olhar menos benevolente para o que você está expondo. É complicado se render ao…
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Thom Gunn – Natureza morta

Não esquecerei tão cedoA pele amarelo-acinzentada À qual o rosto se havia fixado:Pálpebras apertadas: nada dele,Nenhum tremor interior,Brincava na superfície.Ele ainda respirava, e contudoEsta era uma obscura habilidade.Não esquecerei tão cedoO ângulo de sua cabeça,Mantida imobilizada para trás Na planície estirada do colchão,De volta daquilo que ele não podiaNem aceitar, como uma objeção,Nem, como um…
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Frances Leviston – Todo animal faz um som, exceto nós

Agostoe os cordeirosforam levados de suas mães.O dia todo elas emitem seus humanos lamentosatravés da cerca da fazenda até a lagoa da orelha de um fazendeiroe ao longo da lama pela nunca esquecidanecessidade de expressar o que foi perdido –a fala visceral, incontornável,a fala naufragada,a perda. Trad.: Nelson Santander Every Animal has a Noise Except…
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Francisca Aguirre – E se, depois de tudo, fosse o resto

E se, depois de tudo, fosse o restoum ir morrendo para ao fim morrermospor este louco afã de convertermo-nosem contadores de um momento lesto. E se afigura que o correto eraeste sermão que vem nos repetirque avança o furacão de nos ferir,e é vã e absurda esta carreira. Então fique tranquilo, amor meu,e goza desta…
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Adam Zagajewski – Um breve poema

Eu ouvia cânticos gregorianosnum carro em alta velocidadeem uma rodovia na França.As árvores passavam velozes. As vozes dos mongesentoavam preces a um deus invisível(ao amanhecer de uma capela tremendo de frio).Domine, exaudi orationem meum,vozes graves rogavam calmamentecomo se a salvação estivesse crescendo no jardim.Para onde eu ia? Onde o sol se escondia?Minha vida estava em…
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Czesław Miłosz – Uma vida afortunada

Sua velhice coincidiu com os anos de colheitas abundantes.Não houve terremotos, secas ou inundações.Dir-se-ia que a sucessão das estações ganhava em regularidade,As estrelas se fortaleciam e o sol aumentava seu poder.Mesmo em províncias remotas nenhuma guerra foi travada.Gerações cresceram amistosas para com seus semelhantes.A natureza racional do homem não era motivo de escárnio. Foi amargo…
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Pedro Salinas – [A tua forma de amar]
![Pedro Salinas – [A tua forma de amar]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2018/03/images-of-sad-love-and-wallpaper-28.jpg)
“A tua forma de amar”, um poema de Pedro Salinas que explora o amor silencioso e a insegurança afetiva, retratando um eu lírico que teme descobrir que ama sozinho e se agarra à presença da amada para não confrontar a possibilidade da solidão.
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Linda Pastan – Por que seus poemas são tão sombrios?

Por que seus poemas são tão sombrios? Não é a lua também sombria,na maior parte do tempo? E a página em branconão parece inacabada sem a mancha escuradas letras? Quando Deus demandou a luz,Ele não baniu a escuridão. Em vez disso, Ele criouo ébano e os corvos e aquela pequena pintano lado esquerdo do seu…