Categoria: Nelson Santander – Traduções
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Pattiann Rogers – Perspectiva de alcance

Lá em cima, longe desta estrada,Longe das partículas de geadaQue revestem a casca de cada gravanço,E do rijo inseto arqueiro em seu avançoNa escuridão da manhã, pata farpada por pata farpada,Subindo pela haste do trillium,Diretamente ao longo do céu sobre esta estrada agora,As galáxias do aglomerado de Cygnus AEstão colidindo umas com as outras em…
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Wendy Cope – Para minha irmã, emigrando

“Para minha irmã, emigrando”, um poema de Wendy Cope que retrata a complexidade do vínculo entre irmãs diante da separação, usando objetos deixados para trás como símbolo de afeto contido, conflitos familiares e amor que só se revela plenamente na ausência.
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Stephen Dunn – O não dito

Uma noite, ambos precisaram de coisas diferentesdo e um tipo semelhante; ela, de consolo; ele, de ser consolado.Assim, depois de um jantar regado a vinho,quando chegaram em casa separadamenteno mesmo carro, cada um já vinha falhandocom o outro naquilo que pareciauma demora insuportável em dar o que sentia lhe ser devido.Para ela, consolo significava ser…
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Pádraig Ó Tuama – Como [não] ser sozinho
![Pádraig Ó Tuama – Como [não] ser sozinho](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2021/07/alone.png)
Como não ser sozinho Tudo começa com a compreensãode que nada dura para sempre.Por isso, é melhor você começar a fazer as malas agora.Mas, nesse meio tempo,pratique estar vivo. Haverá uma festaem que você sentiráque ninguém está prestando atenção em você.E haverá outraem que atenção é tudo o que você receberá.O que você precisa fazeré…
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Stevie Smith – Sozinha na floresta

Sozinha na floresta, sentiA amarga hostilidade do céu e das árvoresA Natureza ensinou suas criaturas a odiar oHomem que ferve e fumegaInquieto homemComo a seiva sobe nas árvoresComo a seiva pinta as árvores de um verde violentoAssim cresce a ira das criaturas da NaturezaContra o homemAssim pinta-se a face da Natureza de um verde violento.A…
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Jennifer Maier – Uma história verdadeira

Um homem idoso estava morrendo em um hospital,contou-me um amigo médico. Estava com oitenta e nove anos, e a vida toda fora um alfaiate em uma lojaembaixo do quarto onde nasceu. Ele não tinha ninguém, então uma bondosa enfermeira de Ganasentou-se com ele, uma mão sobre a sua, segurando um sanduíche. As ondasno monitor desaceleraram.…
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Karl Shapiro – Inverno na Califórnia

É inverno na Califórnia, e no exteriorÉ como o interior de uma floricultura:Uma fresca e úmida culturaDe camélias rosas delimita a vertente;E que raras rosas para um banquete ou um amor,Tão numerosas que semelham uma enchente! Uma fileira de lesmas cruza o verde gramadoDas roseiras ao canteiro de heras;Um composto arsênico é distribuído para elas;O…
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Philip Larkin – O cortador

O cortador parou, duas vezes; ajoelhado, descubro Um ouriço preso entre as lâminas,Morto. Estava na grama crescida. Já o havia visto antes, e até o alimentara uma vez. Agora eu havia maltratado seu discreto mundo de forma Irremediável. O enterro não ajudou: Na manhã seguinte eu me levantei e ele não.No primeiro dia após a morte, a nova…
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Maya Angelou – Quando as grandes árvores caem

Quando as grandes árvores caem,rochas de colinas distantes estremecem,leões se escondemna relva alta,e até os elefantesarrastam-se em busca de segurança. Quando as grandes árvores caemna floresta,pequenas coisas recolhem-se ao silêncio,seus sentidoserodidos para além do medo. Quando grandes almas morrem,o ar ao nosso redor se tornaleve, raro, estéril.Nós respiramos, brevemente.Nossos olhos, brevemente,enxergam comuma dolorosa nitidez.Nossa memória,…
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Joyce Sutphen – Como acabamos juntos

Ele era bom em uma emergência, calmono meio de uma tormenta. Acidentesnão o surpreendiam; ele estava sempre pronto para o que quer que surgisse. Vocêpodia contar com ele; você podia fazerum acordo que ele cumpriria, mesmo se você não pudesse. Os acordos dele eram impossíveis;os acordos dele eram feitos para você falhar,e ao falhar você…