Tag: Luto
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Tamara Kamenszain – O Eco de Minha Mãe

“O Eco de Minha Mãe”, um poema de Tamara Kamenszain que aborda a experiência de cuidar da mãe em meio à perda da linguagem e da memória, refletindo sobre desamparo, inversão de papéis e o escândalo íntimo da gramática diante do esquecimento.
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Albano Martins – Haicais

Juncos em movimento.Os cabelos da águapenteados pelo vento. *Num frutosazonado é o tempoque amadurece. *Romãs: as últimasbrasas do incêndiodo verão. *Maçã – disse a criança.E era apenas o soldependurado nos ramos. *Morango. O frágilCoração da terralevado à boca. *O mel no frasco:exposto, para consumo,o suor da abelha. *Mais cedo ou mais tardeo silêncio viráperguntar por…
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Harryette Mullen – Não somos responsáveis

Não somos responsáveis por seus parentes perdidos ou sequestrados.Não podemos garantir a sua segurança se desobedecer às nossas instruções.Não apoiamos as causas de pessoas pedindo esmolas.Reservamo-nos o direito de recusar serviços a qualquer um. Sua passagem não garante que honraremos suas reservas.Para facilitar nossos procedimentos, por favor limite sua bagagem de mão.Antes de decolar, por…
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: IV – Saudades de mim

A ausência de Michiko altera também a identidade de quem permaneceu. Jack Gilbert escreve sobre a saudade não apenas da pessoa perdida, mas do próprio homem que existia na convivência com ela.
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Ada Limón – A rebitadora

“A rebitadora”, um poema de Ada Limon que aborda a experiência dos cuidados paliativos e da morte iminente de um ente querido através da linguagem do trabalho, da organização e da eficiência.
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Finn Butler – Marinho

Todos os que o amedrontam são sessenta e cinco por cento água.E todos os que você ama são feitos de poeira estelar, e eu sei queàs vezesvocê nem consegue respirar profundamente,o céu noturno não é seu lar evocê já chorou sozinho até dormir tantas vezesque chegou aos seus últimos dois por cento, mas nada é…
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Frances Leviston – Todo animal faz um som, exceto nós

Agostoe os cordeirosforam levados de suas mães.O dia todo elas emitem seus humanos lamentosatravés da cerca da fazenda até a lagoa da orelha de um fazendeiroe ao longo da lama pela nunca esquecidanecessidade de expressar o que foi perdido –a fala visceral, incontornável,a fala naufragada,a perda. Trad.: Nelson Santander Every Animal has a Noise Except…
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Rainer Maria Rilke – A nós nos cabe andar

I.22 A nós, nos cabe andar.Mas o tempo, os seus passos,são mínimos pedaçosdo que há de ficar. É perda puratudo o que é pressa;só nos interessao que sempre dura. Jovem, não há virtudena velocidadee no voo aonde for. Tudo é quietude:escuro e claridade,livro e flor. Trad.: Augusto de Campos REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente…
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Elizabeth Bishop – A Arte de Perder

A arte de perder não é nenhum mistério;Tantas coisas contêm em si o acidenteDe perdê-las, que perder não é nada sério. Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,A chave perdida, a hora gasta bestamente.A arte de perder não é nenhum mistério. Depois perca mais rápido, com mais critério:Lugares, nomes, a escala subseqüenteDa viagem não…
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Pat Boran – Desde que você se foi…

Desde que você se foi… os dias aprenderam um novo idioma,as noites falam em línguas – as vozes da chuva na janela do quarto, do vento sussurrando na rua varrida pela chuva, os canos da casa chamando,tina após tina de água. A perda descobre novas cançõesem antigos instrumentos. Trad.: Nelson Santander Since You Left… the…