Tag: vanitas
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John Keats – Ode sobre a melancolia

Não! Não vás para o Letes, nem tristes raízes Tortures para obter o vinho que te acena;Nem no pálido rosto os beijos cicatrizes Da beladona, que Prosérpina envenena.Não faças teu rosário com amoras parcas, Nem permitas que o escaravelho ou a falena Sejam tua Psique, nem que o mocho do abandonoPartilhe dos mistérios do teu…
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Algernon Charles Swinburne – O Jardim de Proserpina

Leia “O Jardim de Proserpina”, de Algernon Charles Swinburne, um clássico da poesia vitoriana sobre morte, esquecimento e o anseio pelo repouso eterno.
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Agi Mishol – A mártir

Leia A Mártir, de Agi Mishol, um poema impactante sobre terrorismo, desumanização e as tragédias humanas geradas pelo conflito.
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Carlos Drummond de Andrade – Consolo na Praia
Vamos, não chores.A infância está perdida.A mocidade está perdida.Mas a vida não se perdeu. O primeiro amor passou.O segundo amor passou.O terceiro amor passou.Mas o coração continua. Perdeste o melhor amigo.Não tentaste qualquer viagem.Não possuis carro, navio, terra.Mas tens um cão. Algumas palavras duras,em voz mansa, te golpearam.Nunca, nunca cicatrizam.Mas, e o humour? A injustiça…
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Solmaz Sharif – Treinamento de habilidades sociais

Estudos sugerem que Como posso ajuda-lo, policial? é a coisa mais desarmante a dizer, e não Qual é o problema? Estudos sugerem que é melhor os empregados responderem O prazer é meu e não Sem problema. Estudos sugerem que é melhor não mencionar problema diante do poder, mesmo para dizer que não há nenhum. Gloria…
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Joan Margarit – Separado

A casa se abre para uma calçadaonde não me espera ninguém.Aqui sem ti. Um estranho.Foi aqui que eu me perdi.Caminho sem mim, contigo.Minha sombra é apenas um erro,vem dos lugares mais gélidos:teu coração e tuas mãos.Por isso eu parti.A vida desconhecidaeu a vivi sem ti.A teu lado. Trad.: Nelson Santander Separado La casa se abre…
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Linda Pastan – Chove sobre a casa de Anne Frank

Chove sobre a casade Anne Franke sobre os turistasamontoados sob a sombrade seus guarda-chuvas,sobre os perfeitamente silenciososturistas que prefeririam estarem outro lugarmas que aqui esperam em escadastão íngremes pelas quais devem subirpara alguma ocasiãono sótão vazio,no banheiro pitoresco,no esqueletode uma cozinhaou no mapa —cada uma de suas setasuma farpa de arame —com todas as datas,…
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Jorge Valdés Díaz-Vélez – Formas migratórias

Formas Migratórias para Katia Alemann Aprendemos a amar a conta-gotasessas pequenas pausas de que se vesteo temporal para inundar a solidãodo lado de fora, o ramo entre violeta e ocre das tardes, o murmúriosemântico do céu. Nesta ordem,desfizemos os contornos da distância,a longitude sem proporção, as linhasque relacionam as coisas. Breveslacunas de ar, esses segundos…
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Maggie Smith – O primeiro outono

Eu sou sua guia aqui. Nas ruas crepusculares da manhã, eu aponto e nomeio. Veja os sicômoros, suas cascas manchadas, pintadas-por-números. Veja as folhas enferrujando e crepitando nas pontas. Eu caminho pelo Schiller Park com você no meu peito. As estrelas ardem plenamente à luz do dia. Veja o lago, os patos, os cães chapinhando…
