Tag: felicidade
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Joan Margarit – Paisagem

“Paisagem”, um poema de Joan Margarit que apresenta a solidão não como abandono, mas como um último refúgio onde identidade, memória e companhia se confundem.
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Gregório de Matos – Nasce o Sol e Não Dura mais que um Dia

Leia “Nasce o Sol e Não Dura mais que um Dia”, de Gregório de Matos: um soneto barroco sobre o tempo, a beleza e a inconstância da vida.
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Rogelio Echavarría – A felicidade

“A Felicidade”, um poema de Rogelio Echavarría em que a vastidão do universo e a indiferença alheia contrastam com uma devoção singular e inabalável.
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Ferreira Gullar – Filhos

A meu filho Marcos Daqui escuteiquando eleschegaram rindoe correndoentraramna salae logoinvadiram tambémo escritório(onde eu trabalhava)num alvoroçoe rindo e correndose foramcom sua alegriase foramSó entãome pergunteipor quenão lhes deramaioratençãose há tantose tantosanosnão os via criançasjá queagoraestão os trêscom maisde trinta anos. REPUBLICAÇÃO: poema originalmente publicado na página em 28/03/2016
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Caetano Veloso – Como Dois e Dois

Quando você me ouvir cantarVenha, não creia, eu não corro perigoDigo, não digo, não ligo, deixo no arEu sigo apenas porque eu gosto de cantar… Tudo vai mal, tudoTudo é igual quando eu canto e sou mudoMas eu não minto, não minto, estou longe e pertoSinto alegrias, tristezas e brinco Meu amor, tudo em volta…
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Ferreira Gullar -Aprendizado

Do mesmo modo que te abriste à alegria abre-te agora ao sofrimentoque é fruto delae seu avesso ardente. Do mesmo modo que da alegria foste ao fundo e te perdeste nela e te achaste nessa perda deixa que a dor se exerça agorasem mentirasnem desculpas e em tua carne vaporize toda ilusão que a vida…
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Jack Gilbert – Não a felicidade, mas a consequência da felicidade

Jack Gilbert desloca a atenção da felicidade para o que ela deixa depois de vivida. O poema observa marcas, perdas e mudanças produzidas por uma alegria real, recusando tanto a celebração fácil quanto o desespero absoluto.
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Amadeu Amaral – Névoa

Tudo isto há de passar, decerto, muito em breve…Branca névoa sutil, ir-se-á quando o sol nasça;branco sonho de amor, passará, como passapelas ondas em fúria uma garça de neve. Passará dentro em pouco, imitando a fumaçaque se evola e se esvai nas curvas que descreve.Fumaça de ilusão, força é que o vento a leve,força é…
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Cassiano Ricardo – O Festim Terrestre

O olho de Polifemojá depois de arrancadoao gigante bêbado,foi posto,entre rosas carnosase lírios agudos,sobre a alva mesa. Tinha ainda a pupilaacesa. E os doze convivas,— doze fomes irmãs, —todos ao mesmo tempo,simultâneos comofiguras de uma orquestra,vieram, graves, comero olhode Polifemo,em dourado molho. Eram só matériaexigindo a matéria.Bocas rubras de vinhonum banquete com algode mágicoe de…
