Categoria: Nelson Santander – Traduções
-
Miguel Arteche – Eu sei que nesta lâmpada apareces

“Eu sei que nesta lâmpada apareces”, um poema de Miguel Arteche que evoca a persistência do ausente nas frestas da matéria — um murmúrio entre a cinza e a tinta, onde o tempo se curva e o morto continua a escrever-se na solidão das coisas.
-
Garrett Hongo – Homenagem a uma noiva de retrato

“Homenagem a uma noiva de retrato”, um poema de Garrett Hongo sobre as vidas que se esvaem entre o que se promete e o que se perde — onde o vento é viúvo da memória, e uma fotografia é tudo o que resta do que jamais chegou a ser inteiro.
-
Franz Wright – Sobre a morte de um gato

“Sobre a morte de um gato”, um poema de Franz Wright que escuta o silêncio onde antes havia um corpo, e descobre a forma mais serena da eternidade.”
-
Lena Khalaf Tuffaha – Ordens de Evacuação

“Ordens de Evacuação”, um poema de Lena Khalaf Tuffaha que transforma o tempo em sentença, a voz em bomba, e a fuga em prova de humanidade — onde correr é morrer de pé e permanecer é tornar-se invisível ao mundo.
-
Kim Addonizio – A porta azul

“A Porta Azul”, um poema de Kim Addonizio em que o tempo se dobra no instante antes da perda, e o amor, já irremediável, ainda se oferece à boca como sal.
-
Jane Kenyon – Talvez seja assim

“Talvez Seja Assim”, um poema de Jane Kenyon sobre a velocidade com que a vida se afasta de nós — e o instante suspenso em que percebemos que já passamos por tudo sem ter tocado em nada.
-
Amor: 11 poemas sobre corpo, perda e permanência

Uma coletânea comentada de poemas de amor que vão além do romance: corpo, perda, desejo, doença e permanência em grandes vozes da poesia contemporânea.
-
Louise Glück – Madrugada

“Madrugada”, um poema de Louise Glück que sussurra o cansaço das palavras entre dois corpos distantes, onde o amor se dissolve em tarefas e o silêncio — mais que a dor — passa a responder.
-
Faith Shearin – Desastres Naturais

“Desastres Naturais”, um poema de Faith Shearin que revela, sob o ruído do caos, a súbita e silenciosa trégua entre forças contrárias — como se, diante da fragilidade última, até a natureza se recordasse da ternura.
