Mês: maio 2023
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: VII – Encontrando algo

Uma cena familiar aproxima infância, envelhecimento e a tarefa de carregar aquilo que amamos. O poema encontra sentido em gestos concretos de cuidado, enquanto felicidade e passagem do tempo permanecem discretamente ligadas.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: VI – Sozinho

Depois da perda, estar sozinho não significa apenas ausência: o mundo continua oferecendo beleza, prazer e exigência. Jack Gilbert sustenta a tensão entre morte e felicidade, procurando uma forma de viver sem negar nenhuma delas.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: V – Michiko morta

A morte de Michiko é figurada pelo esforço físico de carregar uma caixa pesada sem jamais colocá-la no chão. O poema transforma o luto em gesto corporal contínuo, feito de exaustão, adaptação e cuidado.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: IV – Saudades de mim

A ausência de Michiko altera também a identidade de quem permaneceu. Jack Gilbert escreve sobre a saudade não apenas da pessoa perdida, mas do próprio homem que existia na convivência com ela.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: III – Michiko Nogami (1946-1982)

O poema se volta para Michiko como presença singular, recusando que sua vida seja reduzida à morte. Memória, intimidade e atenção ao que nela era irrepetível sustentam uma elegia sem abstração consoladora.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: II – Casados

A vida de um casal é observada na duração, quando intimidade e tempo transformam o modo de pertencer um ao outro. O poema aproxima casamento, família e mortalidade sem converter a convivência em imagem idealizada.
-
Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: I – Noites e manhãs sem fim

Uma caminhada por paisagens gregas e americanas se converte em percurso pela memória de Michiko. Entre árvores, estradas e vento, a presença ausente acompanha o poeta e dá continuidade ao amor vivido.
-
Javier Salvago – Um pouco mais sábios, um pouco mais cegos

Quando não somos mais jovens, nos convencemosde que o diabo sabe mais por ser mais velhoe admitimos que os anos nos ensinama distinguir a realidade do sonho.Talvez não. Talvez a vida sóse nos mostre uma vez – quando temosolhos para aprecia-la – e depois vamosesquecendo seu rosto e seu segredo. Trad.: Nelson Santander REPUBLICAÇÃO, com…
-
Tania Hershman – Por qualquer outro nome

Primeiro, ele a chamou de / Minha Pequena Aubergine // como se ela fosse exótica / como se ele fosse francês. // Você não é couve-flor, / ele brincou, e ela / gostou, seu nome / vegetal de estimação… Tania Hershman – Por um outro nome
-
Manuel António Pina – Ruínas

Por onde quer que tenha começado,pelo corpo ou pelo sentido,ficou tudo por fazer, o feito e o não feito,como num sono agitado interrompido. O teu nome tinha alturas inacessíveise lugares mal iluminados ondese escondiam animais tímidos que só à noite se mostravam,e talvez devesse ter começado por aí. Agora é tarde, do que podiater sido…