Tag: Solidão
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Peter Everwine – Chuva

Ao anoitecer, quando a luz vaciloue a pereira diante de minha janela escureceu,pousei meu livro e me postei junto à porta aberta,as primeiras gotas de chuva golpeando os beirais,um cheiro de terra molhada no vento.Sessenta anos atrás, deitado ao lado do meu pai,meio adormecido, sobre uma cama de ramos de pinheiro,enquanto a chuva tamborilava contra…
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Jack Gilbert – Poemas e Elegias para Michiko Nogami: VI – Sozinho

Depois da perda, estar sozinho não significa apenas ausência: o mundo continua oferecendo beleza, prazer e exigência. Jack Gilbert sustenta a tensão entre morte e felicidade, procurando uma forma de viver sem negar nenhuma delas.
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Vítor Nogueira – Gelo

Agora é apenas um café com paredes adornadas,imagens retratando destemidos ancestrais.O tempo foi passando, não foi? Um acidenteem câmara lenta a uma escala cataclísmica. Grande parte daquilo que fazemos é construirmemória, uma promessa frágil ao futuro.E pensar que na vida acumulamos tanta coisa,sobretudo se por hábito não deitamos nada fora. Mas ninguém pode travar a…
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José Alcaraz – Volta para Casa

Atravessa as ruasabsorto nos ecos das pessoas,distante até de seus pensamentos.Não chove, não abre o seu guarda-chuva,mas, como sempre, molham-senão só seus sapatosmas também sua vida, porque às vezesnão se lembra que o mundo o reclama.Caminha como quem não sabe para onde,a cada passo crê estar sozinho,e mais distante das outras pessoas,por isso chega tarde…
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Finn Butler – Marinho

Todos os que o amedrontam são sessenta e cinco por cento água.E todos os que você ama são feitos de poeira estelar, e eu sei queàs vezesvocê nem consegue respirar profundamente,o céu noturno não é seu lar evocê já chorou sozinho até dormir tantas vezesque chegou aos seus últimos dois por cento, mas nada é…
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Pedro Salinas – [A tua forma de amar]
![Pedro Salinas – [A tua forma de amar]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2018/03/images-of-sad-love-and-wallpaper-28.jpg)
“A tua forma de amar”, um poema de Pedro Salinas que explora o amor silencioso e a insegurança afetiva, retratando um eu lírico que teme descobrir que ama sozinho e se agarra à presença da amada para não confrontar a possibilidade da solidão.
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Marcia Vinci – Mãe Solteira

dadeiraparideiranutrizcriadeiratoda mãeé sozinhatoda mãeé solteira REPUBLICAÇÃO: poema publicado no blog originalmente em 12/03/2018
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Ellen Bass – Matrimônio

Quando, depois de uma grave enfermidade, vocêfinalmente estende todo o comprimento do seu corpo sobre o meu, não é como os estratos da terra, a pressãodo tempo sobre a areia, a lama, fragmentos de conchas, todosesses anos, incontáveis despertares e adormeceres,noites em claro, brigas, manhãs banaisfalando de nada, e os brevesmergulhos ardentes, e o silênciosem…
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Ellen Bass – Quando você voltar

As folhas caídas retornarão às árvores.Os cacos do vaso estilhaçado subirãoe se remendarão sobre a mesa.As capas de chuva se dobrarão novamente em seus invólucros achatados. O ovo,a gema nua e seu halo transparentedeslizarão de volta para a fina casca de cálcio.Imprecações serão despejadas de volta nas bocas,cartas se desfarão sozinhas, palavras serãosugadas para dentro…
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Ellen Bass – No ar

A estação nostalgia toca as cançõesque tocava quando eu aqui viviae a voz adocicada do DJ dizia:Vamos agitar com essa, Ellen. Isso é da época em que minha mãe leu sobre as virtudesda água do mar e mergulhou, no verão e no inverno.Ela distribuía uma colher de chá para cada um de nósantes de sair…