Tag: Morte
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Joan Margarit – Manhã no cemitério de Montjuïc

Fui à colina dos túmulos:lá cheguei cruzando o ermoda Can Tunis, coberto de seringase de plásticos pardacentos, onde tremem, errantes,as estátuas de trapo dos drogados.Corre o boato de que a Prefeiturairá destruí-lo, cobrindo de concretoos terrenos com mato em frente à enorme grade do cemitério, erguida de frente para o mar.Que má companhia será para…
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Louis MacNeice – A luz do sol sobre o jardim

A luz do sol sobre o jardimEndurece e esmorece,Não podemos enjaular o minutoEm suas malhas de ouro;Quando tudo for dito,Não podemos pedir perdão. Nossa liberdade de soldados a soldoAvança rumo ao seu fim;A terra compele, sobre elaDescem sonetos e pássaros; E em breve, meu amigo,Não teremos tempo para danças. O céu era bom para voar,Desafiando…
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Ana Martins Marques – A porta de saída

“Eu vou morrer, masisso é tudo o que farei pela Morte”Edna St. Vincent Millay, Objeção de consciência “Alô, iniludível” Manuel Bandeira, Consoada A porta de saída Mas não serei eua colocar-lhe a mesa– quando chegarencontrará a casa como sempreem desordemcheia de livros e discoscom plantas e gatos ao sole os papéis em órbitaem torno da camae…
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Germana Zanettini – bem-me-quer

bem-me-quer e quando a morteme desfolharnum sopro de outonoe súbito cessar o peito virarei pó e voltareipólenno vento
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Louise Glück – Encruzilhada

No poema Encruzilhada, Louise Glück apresenta uma reflexão íntima sobre a relação entre corpo e alma diante da finitude. Com linguagem delicada e confessional, o eu lírico reconhece a fragilidade da existência, revisita o amor da juventude e expressa ternura pelo próprio corpo como morada transitória. O texto aborda mortalidade, impermanência e reconciliação interior em…
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Audre Lorde – As abelhas

Na rua, em frente a uma escola,o que as crianças aprenderamas possui.Garotos gritam enquanto apedrejam um enxame de abelhasque tenta se reunirentre a janela do refeitório e uma grade de ferro.Os garotos arremessam pedras furiosasdespedaçando as janelas.As abelhas, zumbindo sua raiva,demoram a atacar.Então, um dos meninos é picadoem uma destruição mais rápidae os inspetores escolares…
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Ursula K. Le Guin – Hino ao tempo

O Tempo diz “Que haja”e instantaneamente, a todo instante,existe espaço e o esplendorde cada galáxia brilhante. E olhos contemplando o céu cintilante.E a dança dos mosquitos, tremulante.E a extensão do mar.E a morte, e o azar. O tempo deixa espaçopara ir e voltar para casae no ventre do tempotudo começa e acaba. Tempo é ser…
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Philip Roth – [Quando se visita uma sepultura]
![Philip Roth – [Quando se visita uma sepultura]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2020/11/images282129.jpeg)
Quando se visita uma sepultura, todo mundo tem pensamentos mais ou menos iguais, que, abstraída a questão da eloquência, não diferem muito daqueles que Hamlet expressou ao contemplar o crânio de Yorick. Há muito pouco para se pensar ou dizer que não seja uma variante de “Ele me carregou nos ombros mil vezes”. Num cemitério,…
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Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]
![Nelson Santander – [secos são os homens sem sonhos]](https://singularidadepoetica.art/wp-content/uploads/2020/09/pexels-photo-1001435.jpeg)
“secos são os homens sem sonhos”, um poema de Nelson Santander secos são os homens sem sonhos desertos rios de margens estreitas trilham apenas os caminhos que a terra dita
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Óscar Hahn – Abalo sísmico

“Abalo Sísmico”, um poema de Óscar Hahn Tive uma vez um grande amor que derrubou minha casa trincou minhas pontes e me fez perder o equilíbrio. Depois, vieram as réplicas: