Tag: Memória
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Wendell Berry – Questionário

1. Quanto veneno você está dispostoa consumir para o sucesso do livremercado e do comércio internacional? Por favor,indique seus venenos preferidos. 2. Em nome do bem, quantomal você está disposto a praticar?Preencha os campos abaixocom os nomes de suas maldades eatos de ódio favoritos. 3. Que sacrifícios você está dispostoa fazer pela cultura e pela…
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Alberto Pucheu – Poema para a catástrofe do nosso tempo

Leia “Poema para a catástrofe do nosso tempo,” de Alberto Pucheu, uma poderosa reflexão poética sobre a tragédia bolsonarista, memória, democracia, pandemia, violência política e resistência coletiva.
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Marie Howe – Quantas vezes

Não importa quantas vezes eu tente, não consigo impedir meu pai de entrar no quarto da minha irmã e não consigo ver melhor, inclinando-me daqui para olhar em seus olhos. Está escuro no corredor e todos estão dormindo. Este é o passado onde tudo já está perfeito e nada muda, onde o copo de água…
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Emily Dickinson – Após grande dor sobrevém um sentimento austero

Após grande dor sobrevém um sentimento austero –Os Nervos ficam cerimoniosos como um cemitério –Indaga o rijo Coração se foi Ele que sofreu,Se Ontem, ou Séculos antes aconteceu? Os pés, mecânicos, circundam sem cessar –Nos Sopés, no Ar, em qualquer Lugar –Um caminho de madeiraQue indiferentemente medraUm contentamento de Quartzo, uma pedra – A Hora…
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Laurie Lee – A sombra abandonada

Percorrendo a sombra abandonadadas habitações da minha infância,meus ouvidos relembram o badalar,ouvindo suas vozes soterradas. Ouço o verão primordial,as margens da aurora iluminadas por aves,o pulsar de sangue da escrevedeira-amareladourando meus olhos de berço. Ouço a lua-de-estanho subire a moeda do crepúsculo cair,o rastejar da geada e o gemidodo degelo e o pio dos piscos…
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Louise Glück – Nostos

Havia uma macieira no quintal —isso deve ter sidohá quarenta anos — ao fundo,apenas prados. Manchasde crocus na relva úmidaEu estava àquela janela:fim de abril. Floresda primavera no quintal do vizinho.Quantas vezes, de fato, a árvorefloresceu no meu aniversário,no dia exato, não antes,não depois? Substituiçãodo cambiante,do que evolui.Substituição terrainexorável pela imagem. O quesei eu deste…
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Juan Vicente Piqueras – A sala vazia

a Carlos Edmundo de Ory Era um de teus jogos favoritos.O que há em uma sala vazia?, perguntavas. Guardávamos silêncio. O que há em uma sala vazia? Os que não conheciam o jogoàs vezes diziam: nada, e tu dizias: não. Nada é nada, e eu disse o quê. Até que alguém dizia, por exemplo: silêncio.E…
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William Stafford – Uma cópia de arquivo

Deus tira seu retrato: não desvie o olhar –agora, neste quarto, seu rosto inclinadoexatamente como é, antes de você pensarou controla-lo. Vá em frente, deixe-se trair portodas as urgências secretas e ainda mantenhaaquele disfarce parcial que você chama de caráter. Mesmo o seu lábio, dizem, o modo como ele arqueiaou não, ou hesita, entregarávolumes de…

